Semanas antes do julgamento, defesa de Daniel Alves muda versão e alega embriaguez do jogador
Preso desde 20 de janeiro de 2023, o ex-lateral-direito de 40 anos começará a ser julgado em 5 de fevereiro.

Foto: Reprodução
A defesa de Daniel Alves alegará que o jogador estava bêbado na noite em que foi acusado de abusar sexualmente de uma mulher na boate Sutton, em Barcelona, em 30 de dezembro de 2022. Segundo o jornal espanhol El Periódico, esta nova versão dos fatos, a quinta apresentada pelos advogados, visa diminuir a pena do jogador brasileiro, pois o colocaria como “uma pessoa sem conhecimentos de suas ações” em razão dos efeitos do álcool.
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Preso desde 20 de janeiro de 2023, o ex-lateral-direito de 40 anos começará a ser julgado em 5 de fevereiro, daqui a pouco mais de duas semanas. A publicação espanhola também destaca que o depoimento de Joana Sanz, esposa de Daniel, será crucial para apoiar a versão da defesa. Convocada para depor no tribunal, ela terá que responder se o marido tinha histórico de problemas com álcool e se percebeu que ele estava embriagado na noite do ocorrido.
Embora o argumento da embriaguez altere a linha de defesa, não modificará o ponto principal sustentado pelos advogados do brasileiro. Daniel Alves não admitirá a culpa por crime sexual. Da mesma forma que afirmou em depoimentos anteriores, ele insistirá que as relações sexuais com a mulher que o acusa de abuso sexual foram consensuais.
O jogador está preso desde 20 de janeiro de 2023 e pode pegar até 12 anos de prisão, a pena máxima para acusações de agressão sexual no país. Apesar do pedido de 12 anos de prisão, se condenado, Alves não deverá cumprir a pena completa. O brasileiro poderia permanecer detido por, no máximo, seis anos. Isso porque no início do caso judicial, a defesa do jogador pagou à Justiça o valor de 150 mil euros (cerca de R$ 800 mil) de indenização à denunciante. A advogada da mulher contesta a possível redução da eventual pena.
Entenda o caso
O caso teve sua primeira repercussão na imprensa espanhola ainda no ano passado. No dia 31 de dezembro, o diário ABC revelou que Daniel Alves teria violentado sexualmente uma jovem na casa noturna Sutton no dia anterior. A mulher esteve acompanhada por amigas a todo o instante e a equipe de segurança da casa noturna acionou a polícia, que colheu o depoimento da vítima.
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No dia 10 de janeiro, a Justiça espanhola aceitou a denúncia e passou a investigar o jogador brasileiro, que, por muitos anos, defendeu a camisa do Barcelona. Inconsistências nas versões dadas pelo atleta à Justiça, além da possibilidade de fuga do país europeu, fizeram com que a juíza Maria Concepción Canton Martín decretasse a prisão há quase um ano.
Durante o período em que está recluso, o brasileiro mudou o seu depoimento por mais de uma vez, trocou de advogado de defesa e teve negado outros recursos para responder à acusação em liberdade. Além disso, entrou em um processo de divórcio com a modelo e empresária espanhola Joana Sanz, que acabou não indo adiante. Nas contradições, Daniel Alves chegou a dizer que não conhecia a mulher que o acusava. Depois, argumentou que houve relação sexual com ela, mas de forma consensual.
Estadão Conteúdo

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