Deputado Carlos Jordy é alvo de buscas na Operação Lesa Pátria: ‘Fui acordado com fuzil no rosto pela PF’
Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar.

Foto: Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Nesta quinta-feira (18), a Polícia Federal deflagrou a 24ª fase da Operação Lesa Pátria, tendo o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) como principal alvo. Os agentes buscam provas relacionadas ao planejamento, financiamento e incitação aos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência do parlamentar, em seu gabinete na Câmara dos Deputados e em diversos endereços no Rio de Janeiro.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu um total de 10 mandados de busca e apreensão, distribuídos entre o estado do Rio de Janeiro (8) e o Distrito Federal (2).
Carlos Jordy é suspeito de organizar bloqueios em rodovias e acampamentos diante de quartéis do Exército no Rio de Janeiro, após o segundo turno das eleições de 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Jair Bolsonaro (PL). Os apoiadores do ex-presidente realizaram protestos pedindo a anulação da eleição por meio de intervenção militar, contribuindo para os eventos de 8 de janeiro.
A Polícia Federal obteve mensagens que indicam a participação de Jordy na organização dos bloqueios e acampamentos. O deputado, por meio de grupos de mensagens, teria fornecido orientações sobre o fechamento de estradas e acampamentos em frente a quartéis, utilizando sua influência política para fortalecer o poder de mobilização.
Além de Carlos Jordy, outros alvos da operação são indivíduos que participaram do acampamento diante da 2ª Companhia de Infantaria em Campos dos Goytacazes (RJ).
Jordy se manifestou nas redes sociais e afirmou que não sabia do que se tratava a ação até ver as notícias sobre o caso, e que o País sofre com uma “ditadura”.
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“Fui acordado às 6h, estava dormindo com a minha filha, e a minha esposa, e fui acordado com o fuzil no rosto pela Polícia Federal. Os agentes foram até bem educados, diziam que estavam fazendo o trabalho deles, mas eu não sabia o que era. Eles me deram uma cópia [do mandado], petição 11.986, eu desconhecia o que era, e eles estavam buscando armas, celular, tablet”, detalhou.
Redação AM POST
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