“Verdadeira constatação de que estamos vivendo uma ditadura”, diz deputado Carlos Jordy após ser alvo da PF a mando de Moraes
Deputado afirma que foi acordado com o fuzil no rosto.
- Foto: Reprodução
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (18) para se manifestar após ser alvo de busca e apreensão na 24ª fase da Operação Lesa Pátria. O parlamentar relatou que foi acordado às 6h da manhã com a presença da Polícia Federal em sua residência, sendo surpreendido com a ação. Em suas declarações, Jordy afirmou que o país está vivendo uma “ditadura” e que a operação tem o intuito de perseguir adversários do governo atual.
Carlos Jordy relata que, ao ser acordado, encontrou os agentes da Polícia Federal com armas em suas mãos. Ele detalhou que estava dormindo ao lado de sua esposa e filha quando foi surpreendido com a presença dos policiais.
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“Fui acordado com o fuzil no rosto pela Polícia Federal. Os agentes foram até bem educados, diziam que estavam fazendo o trabalho deles, mas eu não sabia o que era. Eles me deram uma cópia [do mandado], petição 11.986, eu desconhecia o que era, e eles estavam buscando armas, celular, tablet”, contou.
Durante a operação, o deputado teve seu celular e arma apreendidos. No entanto, ele afirmou que os agentes da PF não encontraram nada que pudesse incriminá-lo. De forma irônica, o parlamentar mencionou que os policiais pareciam estar interessados em dinheiro e, brincando com a situação, disse que tinha mil reais em casa.
Carlos Jordy manifestou sua indignação com relação à busca e apreensão em sua residência, afirmando que isso é uma evidência de que o país está vivendo uma ditadura. Ele também negou ter incitado qualquer tipo de manifestação em frente aos quartéis e considerou a operação uma piada.
“Antes vocês iam na casa de políticos corruptos, políticos que tinham alguma investigação por corrupção, e hoje vocês estão indo por conta de determinação de uma pessoa que se julga dono do Brasil. […] É lamentável a ditadura que nós estamos vivendo no Brasil, mas nós não vamos desistir, não vamos nos intimidar”, finaliza.
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Operação Lesa Pátria
A 24ª fase da Operação Lesa Pátria foi determinada pelo ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A operação busca investigar supostos crimes cometidos por políticos ligados ao governo e possui um teor sigiloso. A ação consiste em busca e apreensão de documentos, celulares, computadores e outros objetos que possam ajudar nas investigações.
A realização de busca e apreensão é uma medida utilizada pelo Poder Judiciário quando existem indícios de crimes e é necessária a coleta de provas para instruir o inquérito ou processo judicial. A autorização para o cumprimento da medida é concedida por um juiz, mediante apresentação de elementos que justifiquem a busca.
Reação nas redes sociais
O senador Flávio Bolsonaro demonstrou seu apoio nas redes sociais ao deputado Carlos Jordy. O senador considerou a ação como uma tentativa de intimidação e perseguição política. Ele ressaltou a importância de garantir o direito à livre expressão e de defender aqueles que são alvo de arbitrariedades.
Segundo Flávio Bolsonaro, a postura do Ministro Alexandre de Moraes enquanto presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi o “principal fator” que levou aos atos de 8 de janeiro de 2023.
“A postura de Alexandre de Moraes no TSE foi o principal fator que levou ao 8 de Janeiro. Presidência bélica, incompatível com ‘gestos’. E sua condução nesses inquéritos ilegais e sem fim é de dar inveja até naquele Moro imaginário da esquerda. Essa é minha opinião”, afirmou Flávio Bolsonaro.
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