Prefeito de Tabatinga vai usar verba federal para pagar mais de R$4,3 milhões a empresário que já foi alvo da PF
O contrato milionário é para construir ginásio poliesportivo.
- Arte: Lídia Silva/Portal AM POST
Notícias do Amazonas – O prefeito de Tabatinga, Saul Nunes Bemerguy, irá gastar mais de R$4,3 milhões na construção de um ginásio poliesportivo no município. A obra será realizada pela empresa TMN ENGENHARIA LTDA, de propriedade do empresário Thiago Moreno Nunes, que já foi alvo da Polícia Federal em uma operação de investigação de fraude em licitações.
De acordo com publicação do diário oficial da Associação Amazonense de Municípios (AAM), desta quinta-feira (25), a empresa TMN ENGENHARIA LTDA, inscrita no CNPJ sob o nº 30.078.446/0001-08, vai receber o montante de R$ 4.392.448,79 (Quatro milhões trezentos e noventa e dois reais, a e dois reais, quatrocentos e quarenta e dois reais e setenta e nove centavos).
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Segundo o documento, o ginásio poliesportivo será construído com recursos disponibilizados pelo Ministério da Defesa, do governo federal. O prazo de vigência da obra é de 180 dias, e espera-se que o projeto esteja concluído dentro deste período.
A TMN ENGENHARIA LTDA, que será responsável pela execução da obra, tem sede no próprio município de Tabatinga, segundo os registros da Receita Federal. A empresa possui como atividade principal a construção de edifícios e tem um capital social de R$ 500 mil.
Alvos da operação Magüta
Thiago Moreno Nunes foi alvo de um mandado de busca e apreensão durante a Operação Magüta, deflagrada em 2021 pela Polícia Federal. A operação tinha como objetivo desmantelar um esquema de fraudes em licitações na área da educação do município de Tabatinga. O prefeito Saul Nunes Bemerguy e oito secretários municipais também foram investigados e suspeitos de envolvimento nas irregularidades.
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Durante as buscas na casa do prefeito, na época, os polícias apreenderam R$ 120 mil em espécie.
De acordo com as informações obtidas durante as investigações, os suspeitos realizaram licitações fraudulentas em conluio com um grupo de empresários locais. O objetivo era simular a lisura no processo de contratação para construção de escolas e creches municipais.
Segundo as evidências encontradas, o prefeito Municipal de Tabatinga em exercício escolhia antecipadamente as empresas que seriam vencedoras das licitações. Após receber valores do Fundeb, ele montava o procedimento licitatório para obras municipais que já haviam sido inauguradas.
Essa prática permitia que o prefeito e sua equipe desviassem recursos públicos, pois os empresários envolvidos nas fraudes recebiam os valores repassados e devolviam uma parte do lucro gerado. Dessa maneira, o grupo criminoso conseguia ocultar o desvio de dinheiro e enriquecer ilicitamente.
Resposta
A reportagem do Portal AM POST procurou a prefeitura de Tabatinga e pediu um posicionamento a respeito do caso mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.
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