Senador Otto Alencar diz que reuniões secretas na casa de Omar Aziz foram monitoradas pela Abin
O caso teria acontecido durante a CPI da Covid no Senado.
- Foto: Agência Senado
O senador Otto Alencar fez declarações na última quinta-feira (1), durante a abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Bahia, sobre as investigações da chamada “Abin paralela”. Alencar, que foi o relator da CPI da Covid no Senado, revelou que os membros da comissão foram monitorados.
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Segundo o senador, reuniões secretas realizadas na residência do senador Omar Aziz (PSD) foram monitoradas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Alencar alega que essas reuniões eram realizadas à noite e as informações discutidas internamente eram posteriormente divulgadas de forma detalhada pela imprensa.
“Fui hostilizado em aeroporto, em Brasília, não podia andar em restaurantes […] Eles nos monitoravam na CPI da Covid, nós tínhamos reuniões secretas na casa do senador Omar Aziz (PSD-AM) pela noite e falávamos as coisas internamente, eu e mais três ou cinco, nenhum de nós soltava nada para a imprensa. No outro dia cedo ‘tava’ tudo divulgado. Eles grampearam, monitoraram, o meu telefone foi clonado, eu tinha dificuldade de conversar com os colegas”, disse o senador.
Otto Alencar ainda relatou que seu telefone teria sido clonado durante o período em que a CPI da Covid estava em andamento. Ele afirmou que a clonagem do aparelho dificultava a comunicação com outros colegas senadores, prejudicando a troca de informações internas e ações coordenadas.
Em busca de maior transparência e esclarecimentos, O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a lista contendo os nomes dos parlamentares que teriam sido alvo do monitoramento realizado pela Abin.
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