TCU indica prejuízo de R$ 500 milhões em contrato da Petrobras no governo Lula
A Corte pediu informações à Petrobras sobre os termos do contrato.
O Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que um contrato firmado entre a Petrobras e a Unigel, em dezembro do ano passado durante o governo Lula, pode resultar em um prejuízo próximo a R$ 500 milhões para a estatal. O acordo permitiu a retomada das atividades das fábricas de fertilizantes da Petrobras, arrendadas para a Unigel na Bahia e em Sergipe.
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Segundo o TCU, há indícios de irregularidades no contrato, incluindo falhas nas justificativas para sua realização, ausência de assinaturas de instâncias superiores da Petrobras e a assunção dos riscos do negócio pela estatal em um cenário de mercado desfavorável.
O ministro Benjamin Zymler, relator do caso, solicitou que a Petrobras e o Ministério de Minas e Energia prestem esclarecimentos sobre os termos do contrato em até 5 dias. Zymler destacou que, ao manter o contrato de arrendamento e contratar a Unigel para operar as fábricas, a Petrobras se torna responsável pela comercialização dos produtos, assumindo um ônus significativo de quase meio bilhão de reais em oito meses.
O próprio estudo de risco da Petrobras reconheceu a possibilidade de prejuízo, mas alegou que outras alternativas seriam mais onerosas. No entanto, o ministro considerou esse posicionamento equivocado, afirmando que, se a comparação fosse feita em um horizonte de tempo maior, as conclusões seriam diferentes, tornando o contrato mais oneroso.
A Unigel, segunda maior petroquímica do Brasil, enfrenta dificuldades financeiras, acumulando um prejuízo de R$ 1,05 bilhão de janeiro a setembro de 2023. O contrato em questão também foi suspenso pela empresa devido à inviabilidade econômica da operação, mesmo com contratos de gás natural firmados com a Petrobras e a Shell.
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