Rio Negro volta ao normal após pior seca em 121 anos
O Rio Negro atingiu a marca de 21,46 metros, quase o dobro do registro mais baixo em 26 de outubro de 2023.
- O Rio Negro, em Manaus, voltou a subir após a maior seca em 121 anos, trazendo esperança para setores econômicos locais, apesar de a movimentação ainda ser tímida.
- A recuperação dos níveis dos rios beneficia atividades como transporte fluvial e turismo, mas novos desafios surgem, como vegetação dificultando o acesso em alguns lagos, além de problemas ambientais persistentes, como a morte de botos no Lago Tefé.
- A situação dos rios na região ainda é instável devido à influência do El Niño e à falta de chuvas, e o monitoramento continuará nos próximos meses, com previsão de uma recuperação lenta e incerta.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Reprodução
Notícia de Manaus – Após enfrentar a maior seca dos últimos 121 anos, o Rio Negro, em Manaus, volta a subir, trazendo consigo não apenas águas renovadoras, mas também um sopro de esperança para setores econômicos afetados. O período de estiagem, que isolou comunidades e fechou escolas na área rural da capital amazonense, deu lugar a uma nova realidade.
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Os indicadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB) apontam que os principais rios do Amazonas estão retomando seus níveis normais para esta época do ano. Nesta terça-feira (6), o Rio Negro atingiu a marca de 21,46 metros, quase o dobro do registro mais baixo em 26 de outubro de 2023, quando chegou a 12,70 metros, segundo dados do Porto de Manaus.
Embora a cheia traga um alívio bem-vindo para a economia local, ainda há desafios a serem enfrentados. Misael Oliveira, marinheiro de 36 anos que trabalha na Marina do Davi, na Zona Oeste de Manaus, relata uma melhoria na situação, mas observa que a movimentação de clientes ainda é tímida.
A reativação dos setores dependentes do Rio Negro, como transporte fluvial e turismo, é evidente. No entanto, novos obstáculos surgem, como o caso do Lago do Puraquequara, na Zona Leste da capital, onde a vegetação que cresceu durante a seca agora cobre as águas, dificultando o acesso.
Além disso, o ressurgimento de problemas ambientais anteriores, como a morte de mais de 200 botos no Lago Tefé, interior do estado, ressalta a fragilidade do ecossistema amazônico. O Instituto Mamirauá continua investigando as causas dessas mortes, mesmo com a normalização da situação.
Jussara Cury, pesquisadora de geociências do SGB, destaca que a pouca quantidade de chuvas durante o El Niño continua afetando os níveis dos rios. Regiões como Tabatinga, no Alto Solimões, e Alto Rio Negro apresentam oscilações e até descidas, enquanto o Rio Branco, em Roraima, está em recessão. Em Boa Vista, capital de Roraima, os níveis também estão abaixo do esperado para o período.
A previsão para os próximos meses ainda é incerta. O SGB analisará as cotas dos rios em março, abril e maio para projetar como os níveis se comportarão este ano, indicando que apesar da atual melhoria, a recuperação completa da região ainda demandará tempo e esforço.
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