Heleno comandou monitoramento de Moraes para prendê-lo, segundo PF
Heleno, Câmara e Cid faziam parte de um “núcleo de inteligência paralela”.
- Foto: Hugo Barreto
A Polícia Federal enviou à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal um relatório apontando que o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Bolsonaro, Augusto Heleno, o coronel Marcelo Costa Câmara e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid estavam envolvidos no monitoramento do ministro Alexandre de Moraes com o objetivo de prendê-lo após a assinatura de um decreto de golpe de Estado.
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Segundo a PF, Heleno, Câmara e Cid faziam parte de um “núcleo de inteligência paralela”, responsável por coletar dados e informações que auxiliassem o ex-presidente na consumação do golpe.
Em uma reunião datada de 5 de julho de 2022, gravada e apreendida pela PF com Mauro Cid, que fechou acordo de delação premiada, Heleno sugeriu a infiltração de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nas campanhas eleitorais. No entanto, foi interrompido por Bolsonaro, que sugeriu conversar “em particular” sobre o assunto.
Durante a mesma reunião, Heleno enfatizou a necessidade de ação antes das eleições para garantir a vitória eleitoral de Bolsonaro em outubro. “Não vai ter revisão do VAR. Então, o que tiver que ser feito tem que ser feito antes das eleições. Se tiver que dar soco na mesa é antes das eleições. Se tiver que virar a mesa é antes das eleições”, declarou o ex-ministro, conforme relato da PF.
Ele ainda acrescentou: “Eu acho que as coisas têm que ser feitas antes das eleições. E vai chegar a um ponto que nós não vamos poder mais falar. Nós vamos ter que agir. Agir contra determinadas instituições e contra determinadas pessoas. Isso pra mim é muito claro”, concluiu Heleno, segundo a PF.
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