Ex-subcomandante do Cigs e ex-comandantes do CMA são alvos de busca e apreensão pela PF
A operação autorizada pelo ministro Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal (STF), visa desarticular essa suposta organização criminosa.
- Tenente Coronel Cleverson (Foto: Reprodução)
Notícia de Manaus – Na manhã desta quinta-feira (08), a Polícia Federal deflagrou a Operação Tempus Veritatis, que tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa envolvida em uma suposta tentativa de golpe de estado e abolição do regime democrático. Entre os alvos de busca e apreensão está o ex-subcomandante do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), Tenente Coronel Cleverson.
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Os agentes da PF estiveram na Vila Militar, bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus, onde o ex-subcomandante teria exercido funções estratégicas durante mobilizações de manifestantes em frente aos quartéis no final de 2022 e início de 2023. Ele é apontado como um dos militares responsáveis pelo planejamento e execução de medidas para manter tais manifestações.
Além de Cleverson, dois ex-comandantes do Comando Militar da Amazônia (CMA) também foram alvos da operação. O General Theophilo Gaspar, que ocupou o cargo durante a pandemia da covid-19 e atualmente é comandante de Operações Terrestres do Exército e Comando de Operações Especiais (COpESP), é apontado como um dos militares que utilizaram sua posição de alta patente para influenciar e incitar apoio a medidas que visavam consumar o golpe de estado.
Outro ex-comandante do CMA na mira da operação é Augusto Heleno, que esteve à frente do comando entre os anos de 2007 e 2009. De acordo com as investigações da PF, Heleno teria participado de um núcleo de inteligência paralela que coletava informações para auxiliar as decisões do então presidente Jair Bolsonaro, incluindo o monitoramento de autoridades como o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
A operação autorizada pelo ministro Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal (STF), visa desarticular essa suposta organização criminosa e colher provas para embasar as investigações em andamento. Os alvos das buscas e apreensões estão proibidos de manter contato com outros investigados e de sair do país.
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