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Vizinha do Brasil, Guiana desponta como a “Nova Dubai” e revela riquezas ocultas

O crescimento econômico da Guiana nos últimos anos tem atraído atenção internacional devido à descoberta de grandes reservas de petróleo em seu território.

Por Natan AMPOST

13/02/2024 às 15:29

O crescimento econômico da Guiana nos últimos anos tem atraído atenção internacional devido à descoberta de grandes reservas de petróleo em seu território. Localizado no norte da América do Sul, o país passou a figurar entre as economias que mais crescem no mundo após o início da exploração petrolífera em 2019.

A Guiana, cuja capital é Georgetown, tem uma história marcada pela colonização europeia. Inicialmente uma colônia holandesa voltada para a produção de cana-de-açúcar, o país só conquistou sua independência do Reino Unido em 1966. No entanto, foi somente em 2015 que a petroleira americana Exxon Mobil revelou a descoberta de grandes campos de petróleo na costa guianense.

Após a descoberta, um consórcio formado pela Exxon Mobil, pela empresa americana Hess e pela chinesa CNOOC arrematou poços localizados a pouco mais de 200 quilômetros da costa da Guiana. Até o momento, foram identificadas reservas de aproximadamente 11 bilhões de barris de petróleo, mas especialistas acreditam que esse volume pode atingir incríveis 17 bilhões de barris. Essa quantidade seria superior às reservas provadas de petróleo do Brasil, tornando a Guiana uma potência petroleira na região.

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Nova Dubai

Antes da descoberta de petróleo, a economia da Guiana era baseada principalmente na agricultura de subsistência, na mineração de ouro e diamantes, além da extração de madeira. Porém, a partir de 2019, as receitas provenientes do petróleo passaram a impulsionar significativamente o Produto Interno Bruto (PIB) do país. A Guiana passou a ser conhecida como a “nova Dubai” da região, em referência à famosa cidade dos Emirados Árabes Unidos conhecida por sua riqueza gerada pelo petróleo.

Em 2020, o então ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, chegou a comparar o país a uma das cidades dos Emirados Árabes. “É a nova Dubai da região, mesmo”, disse.

Entre 2019 e 2023, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o PIB do país tenha saído de US$ 5,17 bilhões (R$ 27,7 bilhões) para US$ 14,7 bilhões (R$ 68,2 bilhões), um salto de 184%.

Os reflexos são visíveis pelas principais cidades do país como a capital, Georgetown.

É possível ver guindastes e operários trabalhando em obras de infraestrutura como hospitais, rodovias, pontes e portos e na construção de hotéis de luxo de redes internacionais como as americanas Marriot e Best Western.

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Ao longo das novas rodovias, há dezenas de galpões recém-construídos repletos de tratores, escavadeiras e outros equipamentos para a construção pesada para atender à demanda por obras do país.

Irmãos Misir

Os irmãos Shiv e Hemant deixaram a Guiana, quando era um dos países mais pobres do mundo, rumo ao Canadá. Trinta e nove anos depois, em 2021, eles retornaram devido esse boom econômico.

Segundo eles, o dinheiro gerado pelo petróleo vem criando oportunidades tanto para o surgimento de uma nova classe média quanto para a atual elite do país.

Misir afirma que conhece outros imigrantes guianenses que vivem nos Estados Unidos ou no Canadá investindo em imóveis ou terrenos no país na expectativa de lucrarem com o boom do petróleo.

Ao chegarem à Guiana, eles passam a integrar, automaticamente, a nova classe média.

*Com informações da BBC Brasil

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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