Bolsonaro e cinco ex-ministros são denunciados em Comissão de Ética da Presidência
Falas em reunião realizada pelo ex-presidente no dia 5 de julho de 2022 embasou decisão

Foto: Reuters/Bernadett Szabo
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República optou, nesta terça-feira (20), por iniciar um procedimento para investigar a conduta de cinco ex-ministros do governo de Jair Bolsonaro (PL).
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Os focados são Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Bruno Bianco (Advocacia-Geral da União), Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (Defesa) e Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União).
A razão para abrir o procedimento são as declarações dos ex-ministros durante uma reunião ocorrida em 5 de julho de 2002, na qual, conforme a Polícia Federal, foram discutidos assuntos relacionados a um golpe de Estado.
O procedimento instaurado representa uma etapa preliminar da investigação. A próxima fase envolverá ouvir as defesas. Somente após esse passo, os membros da Comissão decidirão se continuam com o processo, que pode levar a sanções.
Como os cinco ex-ministros já não fazem mais parte do governo, a punição máxima que podem receber é a chamada censura ética – uma repreensão administrativa que fica registrada no histórico do servidor público.
O vídeo da reunião em que os cinco colaboradores de Bolsonaro participam foi recentemente divulgado. Ele serviu como embasamento para a Polícia Federal conduzir a Operação Tempus Veritatis, que investiga uma alegada tentativa de golpe de Estado e a abolição do Estado Democrático de Direito.
Redação AM POST
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