Zambelli é intimada pelo STF e deputada atribui reação a pedido de impeachment de Lula
A parlamentar tem um prazo de dez dias para apresentar sua defesa.

Foto: Michel Jesus
O Supremo Tribunal Federal (STF) intimou a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), dentro do plenário da Câmara nesta quarta-feira, 21, a apresentar esclarecimentos na investigação sobre porte ilegal de arma de fogo e constrangimento. Em 2022, a parlamentar empunhou uma pistola enquanto perseguia um homem às vésperas do segundo turno das eleições. Ela tem um prazo de dez dias para apresentar sua defesa.
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Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a deputada chamou a notificação de “presentinho do STF” e questionou se foi uma “coincidência” o documento ter sido entregue após ela anunciar o pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O requerimento, articulado pela aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é baseado na comparação feita por Lula entre a ação de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto.
Conforme Zambelli, um oficial de Justiça tentou entregar a intimação em outras duas ocasiões, em sua casa e no gabinete na Câmara, mas ela não estava presente.
“Achei estranho a veemência com que quiseram me intimar naquele dia, porque vindo em casa, depois na Câmara. A questão dela (oficial de Justiça) ter ido até o plenário foi eu que pedi para ela entrar, porque ela estava na porta. Agora, ir até a Câmara para ficar insistindo, um dia depois do impeachment, achei um pouco estranho”, disse a deputada.
A parlamentar virou ré em agosto de 2023 após ser flagrada em vídeo com arma em punho perseguindo o jornalista Luan Araújo, em outubro de 2022, nos Jardins, em São Paulo. A denúncia, feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), foi formalizada em janeiro de 2023.
A PGR solicita a condenação de Zambelli, uma indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos e o cancelamento permanente do porte de arma de fogo. A votação pela abertura do processo na Corte resultou em nove a dois. O relator é o ministro Gilmar Mendes e o caso está em segredo de justiça.
Estadão Conteúdo

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