Festival de Parintins: Torcedores explicam como é ser escolhido pelos bumbás Caprichoso e Garantido
Ano passado, 110 mil turistas foram a Ilha Tupinambarana sentir de perto toda a magia do espetáculo.
- Divulgação
No coração da Floresta Amazônica, a cidade de Parintins se torna o epicentro de uma das celebrações mais vibrantes do Brasil: o Festival Folclórico. Enquanto o sol se põe sobre a ilha Tupinambarana, o Bumbódromo se transforma em um palco de cores, ritmos e paixões que ecoam por todo o Amazonas. E quando os bois Caprichoso e Garantido adentram a arena, cada detalhe, incluindo a empolgação da plateia, torna-se parte essencial do espetáculo, influenciando diretamente o resultado final após três noites de apresentações.
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No entanto, essa paixão fervorosa não se limita às arquibancadas do Bumbódromo durante o mês de junho. Para muitos, é um sentimento que perdura o ano inteiro, uma conexão que atravessa gerações e se estende por toda uma vida. E tudo começa com uma escolha fundamental: ser Catirina ou Cunhã Poranga.
A história de amor com os bois Caprichoso e Garantido pode começar de diferentes formas. Alguns já nascem com o destino traçado, seguindo as tradições familiares que atravessam décadas. Outros descobrem sua paixão após o primeiro contato com os bois em Parintins, um momento mágico que cativa o coração de novos adeptos.
No bairro Japiim, zona sul de Manaus, a casa de Nilta Morais é um verdadeiro santuário dedicado ao Touro Negro. Decorada em azul e adornada com símbolos caprichosos, ela conta como foi fisgada pela primeira vez durante uma viagem a Parintins em 1990. Desde então, o amor pelo Caprichoso se tornou uma herança de família, passando de pais para filhos e conectando gerações em uma mesma paixão.
Já no bairro Parque 10, na zona centro-sul de Manaus, a família Holanda é guardiã do boi Garantido. Maria de Lourdes, matriarca da família, relembra com emoção o dia em que foi tocada pela magia vermelha e branca do boi durante um ensaio nos anos 2000. Desde então, ela e suas filhas, Ana e Carla, compartilham o mesmo amor pela nação perreché.
Para essas famílias, ser torcedor vai além de vestir as cores do boi de sua preferência. É participar ativamente da cultura e da história que envolvem o Festival de Parintins. É reviver emocionados os momentos marcantes das apresentações, como a contagem, os hinos entoados e as toadas que ecoam por toda a ilha Tupinambarana.
Enquanto a música ressoa pelas paredes das casas, seja ao som das toadas do Caprichoso ou dos batuques do Garantido, uma coisa é certa: a paixão pelo Festival de Parintins é uma chama que arde eternamente nos corações dos torcedores, não apenas durante as três noites de espetáculo, mas ao longo de toda uma vida dedicada ao folclore e à tradição amazônica.
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