TRE-AM desaprova contas do PDT pela segunda vez
Partido deve devolver valor aos cofres públicos.
- Reprodução
O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) emitiu uma decisão desaprovando as contas do Partido Democrático Trabalhista (PDT) referentes ao exercício financeiro de 2020. A determinação foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE), trazendo à tona mais uma polêmica relacionada à gestão do partido.
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Esta é a segunda vez neste ano que o PDT é chamado a devolver recursos aos cofres públicos devido à desaprovação de suas contas durante a gestão de Hissa Abrahão em 2020. O político deixou a sigla naquele mesmo ano, alegando desavenças internas, e se filiou ao Avante, liderado por David Almeida. Antes disso, em 2018, Hissa Abrahão tentou uma candidatura ao Senado, sem sucesso.
O juiz Marcelo Manuel da Costa Vieira, responsável pela decisão publicada na quarta-feira (28), destacou que o valor das despesas não comprovadas representou 10% do total, comprometendo a regularidade das contas do partido. “Por unanimidade, julgar desaprovadas as contas do Partido Democrático Trabalhista – PDT, referente ao exercício financeiro de 2020, com o recolhimento ao Tesouro Nacional do valor de R$ 22.946,27”, afirmou a decisão.
Além da devolução dos recursos, o juiz determinou a aplicação de uma multa de 2%, a ser descontada nos futuros repasses do Fundo Partidário pelo período de três meses.
Questionado pelo Portal AM1, Hissa Abrahão negou qualquer envolvimento nos processos, afirmando que não foi notificado sobre o assunto e que, na época das eleições municipais, a responsabilidade era do Diretório Municipal, do qual não fazia parte.
Esta não é a primeira vez que o PDT enfrenta problemas com a aprovação de suas contas. Em janeiro deste ano, o partido teve as contas referentes ao exercício de 2018 desaprovadas pelo TRE-AM, durante a gestão de Hissa Abrahão como presidente do diretório estadual. A falta de documentos que comprovassem gastos, conforme exigido pela legislação eleitoral, resultou na desaprovação das contas.
O caso levanta questões sobre a transparência e a regularidade na gestão dos recursos partidários, colocando o PDT sob escrutínio público e judicial diante das recorrentes irregularidades em suas prestações de contas.
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