Mauro Cid diz em áudios vazados que foi pressionado pela PF a delatar coisas que não aconteceram e afirma que Moraes ‘já tem sentença pronta’
Segundo Cid, a PF teria tentando forçá-lo a corroborar com uma narrativa predefinida.
- Foto: Reprodução
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), lançou sérias acusações contra a Polícia Federal em áudios vazados e divulgados pela revista Veja. Segundo Cid, a instituição estaria pressionando-o durante os depoimentos e tentando forçá-lo a corroborar com uma narrativa predefinida sobre o ex-presidente. Além disso, o tenente-coronel criticou abertamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por homologar sua delação premiada.
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De acordo com as revelações da Veja, os áudios em questão, datados do último dia 11 de março, foram divulgados nesta quinta-feira (21). Nas gravações, Mauro Cid relata a um interlocutor que os policiais federais estavam tentando induzi-lo a afirmar coisas que ele não sabia ou que simplesmente não aconteceram.
“Você pode falar o que quiser. Eles não aceitavam e discutiam. E discutiam que a minha versão não era a verdadeira, que não podia ter sido assim, que eu estava mentindo”, declarou o ex-ajudante de ordens, demonstrando sua frustração com o que descreve como pressões injustas por parte da Polícia Federal.
Olha aí o vacilão do Mauro Cid se lamentando para algum brother bolsonarista. Se revolta pq era o maior bucha de canhão dos rolos do Bolsonaro e diz que Xandão já está com a sentença pronta. Se mostra pressionado pela justiça e agora
pode perder os benefícios da delação. Ou… pic.twitter.com/lHSOarAJj3— GugaNoblat (@GugaNoblat) March 22, 2024
Em outro trecho dos áudios, Mauro Cid expressa uma visão crítica em relação ao poder do ministro Alexandre de Moraes, afirmando: “Eles são a lei agora. A lei já acabou há muito tempo, a lei é eles. Eles são a lei. O Alexandre de Moraes é a lei. Ele prende, ele solta quando quiser, como quiser. Com Ministério Público, sem Ministério Público. Com acusação, sem acusação.”
As acusações do ex-ajudante de ordens não param por aí. Em um momento da conversa, ele sugere que Alexandre de Moraes já teria “a sentença dele pronta”, insinuando que o ministro estaria agindo de forma premeditada para prender aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Essa é que é a grande verdade, ele já tem a sentença dele pronta. Só está esperando passar um tempo, o momento que ele achar conveniente denúncia todo mundo. PGR acata, aceita. E ele prende todo mundo”, afirmou Cid.
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As revelações de Mauro Cid lançam uma luz controversa sobre o funcionamento interno das investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. As acusações de pressão por parte da Polícia Federal e de premeditação por parte do ministro Alexandre de Moraes levantam questões sobre a imparcialidade e a integridade do processo judicial em andamento.
Até o momento, tanto a Polícia Federal quanto o Supremo Tribunal Federal não se pronunciaram publicamente sobre as acusações feitas pelo ex-ajudante de ordens. No entanto, as revelações feitas pela revista Veja certamente gerarão debate e escrutínio público sobre a conduta das autoridades envolvidas nesse caso de grande repercussão política.
🚨Mauro Cid destrói a credibilidade da sua delação e do trabalho da PF e do STF no caso contra Bolsonaro!
Em áudios bombásticos divulgados nesta noite pela revista Veja, Mauro Cid diz que a Polícia Federal o induziu a "corroborar declarações de testemunhas" e que um dos… pic.twitter.com/1kryNCxIFC
— Deltan Dallagnol (@deltanmd) March 21, 2024
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