Venezuela cria novo estado em Essequibo em meio a disputa territorial com a Guiana
Região não é oficialmente de Caracas e questão ainda será discutida na Corte Internacional de Justiça, em processo que pode durar vários anos

Foto: Reprodução
A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada por aliados do presidente Nicolás Maduro, aprovou nesta quinta-feira (21) a criação de um novo estado em Essequibo, território alvo de uma longa disputa com o país vizinho, a Guiana. A decisão, tomada por unanimidade, ocorre apesar do julgamento internacional em aberto sobre essa região.
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Essequibo, uma área de 160 mil quilômetros quadrados, tem sido objeto de uma disputa territorial entre Venezuela e Guiana. A região é em sua maior parte coberta por uma densa floresta, mas nos últimos anos foram descobertas grandes reservas de petróleo e gás na área.
Essa aprovação ocorre meses após Venezuela e Guiana concordarem em evitar qualquer ameaça ou escalada do conflito relacionado à região. No entanto, a decisão da Assembleia Nacional venezuelana parece desconsiderar esse acordo.
No final de 2023, o governo de Nicolás Maduro realizou um referendo pela anexação de Essequibo, buscando garantir o controle venezuelano sobre o território e, em seguida, autorizar a exploração de petróleo no local.
Embora as autoridades eleitorais venezuelanas tenham anunciado que mais de 10 milhões de venezuelanos participaram do referendo em dezembro, os resultados ainda não foram publicados. Testemunhas relataram que houve pouca ou nenhuma fila nos centros de votação no dia da consulta, de acordo com informações da Reuters.
No entanto, a decisão final sobre a qual país a região pertence está nas mãos da Corte Internacional de Justiça (CIJ), em um processo que pode levar vários anos. O governo venezuelano, no entanto, não reconhece a CIJ como uma instância válida para resolver a disputa.
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A criação de um novo estado em Essequibo pela Assembleia Nacional venezuelana certamente terá repercussões não apenas na relação entre Venezuela e Guiana, mas também na política regional e nas relações diplomáticas. A Guiana, por sua vez, tem buscado apoio internacional para resolver a disputa de forma pacífica e de acordo com o direito internacional.
O contexto geopolítico da região e a presença de recursos naturais valiosos tornam a disputa por Essequibo ainda mais complexa e delicada. Enquanto isso, os habitantes locais aguardam ansiosamente por uma resolução que traga estabilidade e segurança para a região.
Redação AM POST
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