Câmara decide se mantém prisão de Chiquinho Brazão, suspeito no caso Marielle
Previsão é que a análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) comece a partir das 14h

Foto: Reprodução
Nesta terça-feira (26), a Câmara dos Deputados concentra sua atenção na análise da manutenção da prisão do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes. A sessão está prevista para iniciar às 14h, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
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Brazão foi preso no domingo (24) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), juntamente com seu irmão, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio, e o delegado da Polícia Civil Rivaldo Barbosa.
O relator do processo na CCJ, Darci de Matos (PSD-SC), afirmou que pretende apresentar seu parecer até o meio-dia desta terça-feira, adiantando que é favorável à manutenção da prisão de Brazão. A presidente da CCJ, Caroline de Toni (PL-SC), destacou a escolha de Darci de Matos pela sua atuação na comissão e sua independência partidária.
A expectativa é que haja uma reunião de líderes partidários com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para discutir o andamento do processo. No entanto, a semana é mais curta devido ao feriado de Páscoa, o que pode afetar a presença dos deputados em Brasília e, consequentemente, o quórum para a votação.
Além da análise na CCJ, o processo ainda deve passar pelo plenário da Câmara, onde pode ocorrer a votação direta caso haja entendimento entre os líderes partidários e quórum suficiente. O pedido de cassação de Chiquinho Brazão apresentado pelo PSOL também está em pauta e pode ser votado no Conselho de Ética, prolongando ainda mais o desfecho do caso.
Enquanto isso, Chiquinho Brazão, que foi expulso do seu partido, o União Brasil, após sua prisão, nega qualquer envolvimento no crime que chocou o país. As investigações apontam os irmãos Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa como os possíveis mandantes do assassinato de Marielle Franco, que lutava por direitos humanos e igualdade social.
Redação AM POST
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