Lula minimiza exclusão de líder da oposição a Maduro das eleições na Venezuela
O petista destacou que a impossibilidade de uma candidata participar da eleição não é um fato novo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez declarações nesta quinta-feira, 28 de março, sobre a exclusão da ex-deputada María Corina Machado da disputa eleitoral pela Presidência da Venezuela, minimizando o impacto do ocorrido durante uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, após uma recepção ao presidente da França, Emmanuel Macron.
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Lula destacou que a impossibilidade de uma candidata participar da eleição não é um fato novo, fazendo uma referência à sua própria experiência política no Brasil. “O fato de uma candidata não poder disputar a eleição não era um agravante”, afirmou Lula aos jornalistas presentes. Ele lembrou que também enfrentou impedimentos em sua trajetória política, citando o episódio em que foi proibido de concorrer, mesmo liderando as pesquisas eleitorais, e indicou Fernando Haddad como seu substituto.
Sobre a escolha de Corina Yoris como candidata substituta, Lula expressou um ponto de vista positivo, destacando a importância da participação de oposicionistas no processo democrático. No entanto, Yoris não conseguiu se cadastrar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da Venezuela, alegando problemas técnicos que atribuiu ao controle exercido pela ditadura chavista sobre a Justiça Eleitoral.
O ex-presidente brasileiro também abordou a gravidade da situação, enfatizando que é preocupante quando candidatos oposicionistas são impedidos de concorrerem nas eleições. Lula revelou ter tido um encontro recente com Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, durante o qual recomendou um processo eleitoral mais democrático.
“Agora, é grave que a candidata não possa ter sido registrada”, disse Lula. “Não foi proibida pela Justiça, me parece que ela se dirigiu até o lugar e tentou o computador do local e não conseguiu entrar. Então, foi uma coisa que causou prejuízo a uma candidata, que por coincidência leva o mesmo nome da candidata que tinha sido proibida de ser candidata”, prosseguiu.
As declarações de Lula vêm em meio a um cenário político tenso na Venezuela, com diversas críticas à falta de transparência e imparcialidade nas eleições. A exclusão de María Corina Machado e os problemas enfrentados por Corina Yoris reacendem o debate sobre a legitimidade do processo eleitoral no país vizinho, com líderes políticos e observadores internacionais expressando preocupações sobre a falta de garantias democráticas.
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