Polícia Civil pede prisão preventiva do motorista de Porsche envolvido em acidente fatal
Pedido foi assinado pelo delegado Nelson Vinicius Alves diz que o homem poderia subornar ou ameaçar as testemunhas.
- Família de homem morto por motorista de Porsche pede indenização de R$ 5 milhões – Foto: reprodução
A Polícia Civil de São Paulo, por meio do delegado Nelson Vinicius Alves, do 30º Distrito Policial, pediu, neste sábado (5), a prisão preventiva de Fernando Sastre de Andrade, o motorista do Porsche que causou a batida que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, na semana passada.
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No pedido de prisão, o delegado aponta a possibilidade de Fernando, que tem “poder aquisitivo elevado”, poderia subornar ou ameaçar testemunhas, e influenciar negativamente o desenrolar das investigações. O jovem é sócio de duas empresas e conduzia um Porsche avaliado em R$ 1 milhão no momento do acidente.
Testemunhas relataram que Fernando aparentava estar visivelmente embriagado quando colidiu com o veículo do motorista de aplicativo. Além disso, informações apontam que o jovem já teve sua carteira de habilitação suspensa anteriormente por infrações de trânsito.
A situação ganha contornos mais complexos com a alegação de que a mãe de Fernando teria tentado obstruir as investigações ao retirar o filho do local do acidente. Segundo relatos, ela informou aos policiais militares que o acompanhavam que levaria o filho a um hospital particular para tratar um ferimento na boca. No entanto, ambos não chegaram a procurar atendimento médico e só foram localizados 38 horas depois, quando o jovem se apresentou à delegacia.
Um aspecto crucial que levanta questionamentos é o fato de os policiais militares que atenderam à ocorrência não terem aplicado o teste do bafômetro, deixando lacunas no processo de apuração dos fatos.
Diante desse cenário, o Ministério Público emitiu um parecer favorável à prisão preventiva de Fernando, reforçando a gravidade do ocorrido e a necessidade de medidas que assegurem a devida investigação do caso. A solicitação da Polícia Civil, respaldada pelo MP, reflete a busca por garantir a integridade do processo legal e a prevenção de possíveis interferências que comprometam a busca pela verdade e a aplicação da justiça.
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