Advogados e promotores selecionam 12 jurados para julgamento de Trump
Ex-presidente é acusado de subornar atriz de filmes adultos.

Foto: Jabin Botsford/Pool via REUTERS
Os advogados e promotores envolvidos no julgamento criminal de Donald Trump avançaram na seleção dos jurados que decidirão sua culpa ou inocência em um caso derivado de um suposto suborno a uma estrela pornô. O processo, que marca a primeira vez que um ex-presidente dos Estados Unidos enfrenta acusações criminais, está atraindo atenção internacional.
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Após o juiz Juan Merchan dispensar uma jurada que se sentiu intimidada pela exposição pública de suas informações pessoais, e outro jurado por possíveis omissões em casos anteriores com a lei, restam ainda jurados suplentes a serem selecionados para compor o júri.
O início das alegações está previsto para segunda-feira, conforme anunciado pelo juiz Merchan, que supervisiona o julgamento em Manhattan. No entanto, o processo de seleção tem sido desafiador devido à grande presença pública de Trump e às questões de parcialidade entre os potenciais jurados.
Cerca da metade dos 196 candidatos a jurados em Manhattan foi dispensada após afirmar que não poderia avaliar as provas de forma imparcial, refletindo a natureza polarizada do ambiente político.
O comportamento crítico de Trump em relação aos envolvidos no caso levantou preocupações sobre possível assédio, levando o juiz Merchan a impor uma ordem de silêncio parcial.
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O processo judicial em questão diz respeito a um pagamento de US$ 130.000 feito pelo ex-advogado de Trump, Michael Cohen, à estrela pornô Stormy Daniels (nome verdadeiro: Stephanie Clifford) para silenciar sobre um suposto encontro sexual com Trump antes da eleição presidencial de 2016.
Trump negou qualquer encontro com Daniels e se declarou inocente das acusações de falsificação de registros comerciais relacionadas ao caso.
Embora Trump enfrente outras acusações criminais em diferentes estados, o julgamento em Nova York pode ser o único a ocorrer antes das eleições presidenciais marcadas para 5 de novembro deste ano nos EUA.
O juiz Merchan tomou medidas para proteger a identidade dos jurados, mantendo-os anônimos, exceto para Trump, seus advogados e os promotores. Além disso, proibiu os meios de comunicação de reportarem detalhes sobre o emprego dos potenciais jurados para evitar qualquer influência externa indevida.
Redação AM POST
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