Presidente do Equador suspende atividades profissionais por dois dias devido à crise elétrica
Daniel Noboa denunciou 22 pessoas que, supostamente, teriam sabotado o fornecimento de luz no país.

Foto: Reprodução
O presidente do Equador, Daniel Noboa, emitiu um decreto executivo determinando a suspensão das atividades profissionais nos setores público e privado para os dias 18 e 19 de abril. Essa medida foi tomada em resposta à emergência no setor energético do país, marcado por cortes no fornecimento de eletricidade, que o presidente atribuiu a atos de sabotagem.
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Durante esses dois dias, estão planejadas manutenções nas centrais elétricas nacionais para tentar resolver a crise energética. O Ministério da Energia irá determinar os horários de racionamento de energia necessários para realizar essas operações.
O governo equatoriano divulgou que uma investigação preliminar conduzida pela nova equipe do Ministério da Energia descobriu que altos funcionários, incluindo Andrea Arrobo, recentemente demitida do cargo de ministra, deliberadamente ocultaram informações cruciais para o funcionamento adequado do sistema elétrico nacional.
Daniel Noboa, ao abordar a situação, afirmou: “Os cortes de energia não foram apenas resultado das circunstâncias ambientais, mas também de atos de corrupção e negligência sem precedentes.”
Em relação à crise, a presidência destacou que os reservatórios de várias centrais hidroelétricas estão em condições críticas, e a vazão da central Coca Codo Sinclair registra um déficit histórico.
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Além disso, o governo apresentou uma queixa contra 22 supostos sabotadores por “paralisia do serviço público”. O comunicado oficial do governo reforçou o compromisso de enfrentar a corrupção, especialmente no setor energético, que foi usado por administrações anteriores para benefício pessoal.
Noboa, ao denunciar a suposta sabotagem na terça-feira (16), relacionou o ocorrido à proximidade da consulta popular e do referendo marcados para domingo (21), nos quais espera obter apoio para reformas legais, incluindo a reconsideração da participação das Forças Armadas na segurança interna do país.
Redação AM POST
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