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Lava Jato

Ex-assessor de Temer é preso e Planalto teme delação

Rodrigo Rocha Loures é suspeito de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça no mesmo inquérito em que Temer é investigado.

Por Hugo Guimarães

04/06/2017 às 14:35 - Atualizado em 05/06/2017 às 12:10

O ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi preso ontem em Brasília e o Palácio do Planalto já teme uma delação premiada do ex-assessor do presidente Michel Temer. A prisão foi decretada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ao atender a um segundo pedido de preventiva feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O Estado apurou que, na avaliação do governo, há uma espécie de “dobradinha” entre Janot e Fachin para desgastar Temer.

Loures foi preso pela manhã, em sua casa no Lago Sul, e encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal. Ele é suspeito de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça no mesmo inquérito em que Temer é investigado. Loures foi flagrado carregando uma mala com R$ 500 mil em uma das ações controladas feitas por investigadores junto aos delatores do Grupo J&F. Para o procurador-geral, o valor recebido era propina que pode ter Temer como destinatário.

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O Planalto não se pronunciou oficialmente ontem sobre a prisão do ex-assessor do presidente, mas o governo se preocupa também com o pedido de abertura de um novo inquérito contra Loures que poderia implicar Temer.

Anteontem, quando se iniciaram os rumores sobre a ordem de prisão, Temer, que estava em São Paulo, decidiu retornar a Brasília. Ele ficou no Palácio do Jaburu até as 10h30, quando voltou para São Paulo e se reuniu por duas horas com seu advogado, Antônio Claudio Mariz de Oliveira (mais informações na página A6). Ele embarcou para Brasília no fim da tarde.

Já começa a ser cogitada a possibilidade de que Janot possa antecipar a apresentação da denúncia contra o presidente para esta semana. Janot e Fachin não comentaram a “dobradinha” da qual são acusados nos bastidores do Planalto. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ação que pode levar à cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer começa a ser julgada nesta terça-feira.

Segundo Cezar Roberto Bitencourt, responsável pela defesa do ex-deputado, a prisão tem por objetivo constranger seu cliente. “Para que seria preso no sábado? Só pode ter sido preso para delatar”, disse.

Os advogados, porém, dizem que colaboração premiada é uma possibilidade descartada. Em conversas reservadas, os principais auxiliares de Temer no Planalto afirmam que tudo está sendo feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para pressionar o peemedebista e “arrancar” uma delação contra o presidente.

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Decisão. A decisão de Fachin foi tomada na noite de anteontem, um dia depois de Loures perder o mandato de deputado. Até quinta-feira, ele ocupava vaga na Câmara como suplente de Osmar Serraglio, então titular do Ministério da Justiça. A saída de Serraglio da pasta, após a indicação de Torquato Jardim para o posto, e o retorno à Câmara deixaram o ex-assessor de Temer sem mandato e sem foro no Supremo.

A preventiva de Loures atende ao segundo pedido feito por Janot – o primeiro fora negado porque ele tinha a prerrogativa de parlamentar de ser preso apenas em flagrante.

Loures é investigado por supostamente agir na condição de “homem de confiança” de Temer e interceder junto à diretoria do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em benefício da JBS. Em áudio gravado pelo empresário Joesley Batista, da J&F, Temer indica Loures como seu interlocutor.

A PGR afirmou que a prisão do ex-deputado “é imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal, diante dos fatos gravíssimos imputados”.

Fachin escreveu que o ex-deputado usou de “métodos nefastos”. “O agente aqui envolvido teria encontrado lassidão em seus freios inibitórios e prosseguiria aprofundando métodos nefastos de autofinanciamento em troca de algo que não lhe pertence, que é o patrimônio público”, afirmou o ministro.

Amanhã, Loures deve ser transferido da carceragem da PF para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde já está preso o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em esquemas de corrupção. Funaro negocia com Ministério Público Federal um acordo de delação premiada.

Fonte: Estadão

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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