NASA disponibiliza animação com mergulho em um buraco negro
Você que sempre teve curiosidade sobre como seria entrar em um buraco negro, agora a NASA fez uma simulação em computação gráfica para termos um perspectiva de como seria.

NASA disponibiliza animação com mergulho em um buraco negro – Imagem: NASA reprodução
Mergulhando em um buraco negro
Você já imaginou como seria mergulhar em um buraco negro? Uma nova visualização imersiva criada pela NASA permite que tenhamos uma ideia de como seria atravessar o horizonte de eventos, o ponto sem retorno desses objetos misteriosos.
Dois vídeos foram disponibilizados: um mostrando a janela de uma nave espacial, e outro mais educativo, explicando cada passo da simulação com efeitos visuais da relatividade geral, que distorcem e dobram tudo à medida que nos aproximamos do buraco negro.
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Jeremy Schnittman, astrofísico do Centro de Voos Espaciais Goddard, da NASA, criou essas visualizações. “As pessoas sempre perguntam sobre isso, e simular esses cenários imaginários me ajuda a conectar a matemática da relatividade com suas consequências no Universo real”, afirma ele. Para o projeto, Schnittman se uniu a Brian Powell e utilizou o supercomputador Discover. A simulação produziu 10 terabytes de dados, gerados após 5 dias de trabalho no supercomputador. Com um laptop comum, o mesmo trabalho levaria cerca de uma década.
O destino é um buraco negro supermassivo, com 4,3 milhões de vezes a massa do Sol, localizado no centro da nossa galáxia, a Via Láctea.
Como seria mergulhar em um buraco negro
Os buracos negros de massa estelar, com até 30 vezes a massa do Sol, possuem horizontes de eventos menores e forças de maré mais intensas, capazes de destruir objetos que se aproximam. Schnittman recomenda, se tiver escolha, escolher um buraco negro supermassivo.
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A diferença entre as forças gravitacionais nas extremidades de um objeto mais próximo do buraco negro e a outra é tão grande que eles se esticam como espaguete, processo conhecido como espaguetificação. No entanto, simulações mostram que é possível sobreviver a um mergulho em um buraco negro.
O horizonte de eventos do buraco negro simulado tem cerca de 25 milhões de quilômetros de diâmetro, aproximadamente 17% da distância entre a Terra e o Sol. Uma nuvem de gás quente e brilhante, chamada disco de acreção, o envolve. Além disso, estruturas chamadas anéis de fótons se formam perto do buraco negro.
Ao se aproximar do buraco negro, a velocidade da câmera aumenta, aproximando-se da velocidade da luz. O brilho do disco de acreção e das estrelas de fundo se intensifica, assim como o som de um carro de corrida se intensifica ao se aproximar. A luz também parece mais brilhante e branca.
A câmera começa a quase 640 milhões de quilômetros de distância, com o buraco negro rapidamente preenchendo a visão. O disco, os anéis de fótons e o céu noturno se distorcem cada vez mais à medida que se aproximam.
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Em tempo real, levaria cerca de 3 horas para a câmera alcançar o horizonte de eventos, completando duas órbitas completas ao longo do caminho. No entanto, para um observador distante, ela nunca chegaria lá, pois o espaço-tempo distorcido faz parecer que a imagem da câmera fica congelada pouco antes de atingir o horizonte.
Dentro do horizonte de eventos, o espaço-tempo flui para o centro do buraco negro a uma velocidade cósmica, e a câmera segue esse fluxo até a singularidade, um ponto onde as leis da física deixam de fazer sentido.
Redação Site On
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