Vídeo: Indígenas esfregam urucum em rosto de representantes da construção de Ferrogrão em Santarém
O líder espiritual da aldeia Muruary, identificado como Arnaldo Filho Kumaruara, liderou o protesto.

Foto: Reprodução
Nesta terça-feira (07/05), durante o Seminário Técnico sobre Viabilidade dos Aspectos Socioambientais da Ferrovia EF-170 em Santarém (PA), membros da aldeia Muruary, localizada no Baixo Tapajós, realizaram um protesto marcante contra as obras da Ferrogrão. Os manifestantes expressaram sua oposição esfregando tinta de urucum no rosto de representantes de entidades que apoiam a construção da ferrovia.
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O seminário, organizado pela Subsecretaria de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, está reunindo representantes da sociedade civil, comunidades indígenas, acadêmicos e organizações não governamentais para discutir os impactos socioambientais do Corredor Logístico Norte, incluindo detalhes cruciais sobre o projeto da Ferrogrão.
O líder espiritual da aldeia Muruary, identificado como Arnaldo Filho Kumaruara, liderou o protesto simbólico com urucum, uma fruta nativa da Amazônia, em um gesto que representa a resistência e preocupação dos povos indígenas em relação ao projeto.
João Kumaruara, também membro da aldeia Muruary, denunciou o projeto da Ferrogrão como um “plano de extermínio” em sua postagem nas redes sociais. Ele destacou que a construção da ferrovia, planejada para abrir uma extensão de 900 mil hectares entre Mato Grosso e Pará, terá impactos diretos nas aldeias indígenas da região, incluindo os povos Munduruku e Kayapó Paranã, além de causar danos significativos à fauna e flora local.
“Manifestamo-nos contra esse plano que ameaça o Rio Tapajós, onde diversas aldeias, incluindo a minha, estão situadas. Como povos originários da floresta, defendemos incansavelmente nosso território, pois sem ele não há vida nem preservação da nossa cultura”, enfatizou João Kumaruara.
Redação AM POST
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