Presidente da Petrobras diz que não há chance de resgatar refinaria privatizada no Amazonas
Jean Paul Prates disse que, “aparentemente”, a refinaria está parada e que vai ser “muito difícil” voltar a operar.
- Arte: Lídia Silva/Portal AM POST
Em uma entrevista coletiva nos Estados Unidos na última terça-feira, 7, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, anunciou que a empresa não tem planos de firmar uma parceria comercial para resgatar a Refinaria do Amazonas (REAM), anteriormente conhecida como Refinaria Isaac Sabbá (Reman), que foi vendida ao grupo Atem no final de 2022.
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A resposta foi dada após uma pergunta sobre a possibilidade de a Petrobras buscar acordos em Manaus, como ocorre em Mataripe, na Bahia, onde a empresa negocia com a Acelen para retomar participação na refinaria local. Prates esclareceu que, ao contrário de Mataripe, a situação em Manaus é diferente. “Aparentemente, a refinaria está parada e vai ser muito difícil voltar a operar”, disse o presidente da Petrobras.
A refinaria em questão, Reman, foi privatizada em 1º de dezembro de 2022 e vendida ao grupo Atem por 257,2 milhões de dólares, ou cerca de R$ 1,3 bilhão. Desde então, a refinaria passou por diversas mudanças, incluindo um aumento significativo nos preços do gás e combustível. Logo após assumir a antiga Reman, a Atem elevou o preço do gás em cerca de 10%. Posteriormente, houve outro aumento de 6%, enquanto a Petrobras reduzia os seus preços para o mesmo produto.
Esses aumentos afetaram o custo para os estados do Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Acre e Roraima, causando impacto na economia local e gerando críticas por parte dos consumidores. A mudança na administração da refinaria também levou a questionamentos sobre a capacidade do grupo Atem de manter a operação estável e produtiva.
O anúncio de Prates de que a Petrobras não buscará parcerias com a REAM coloca um ponto final em qualquer expectativa de colaboração entre as duas empresas.
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