Prefeito de Humaitá cancela festa de aniversário da cidade após operação da PF: “Não há clima para se festejar”
Operação da Polícia Federal (PF) destruiu balsas de extrativistas minerais.
- Foto: reprodução
O clima de festividade que envolvia o município de Humaitá para celebrar seu 155º aniversário foi abruptamente interrompido por uma operação da Polícia Federal (PF) que gerou indignação e tristeza na comunidade. O prefeito, Dedei Lobo (UB), anunciou na tarde desta terça-feira, 14 de maio, o cancelamento de todas as atividades festivas agendadas para os dias 14 e 15 de maio, em solidariedade às famílias de extrativistas minerais locais.
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O motivo do cancelamento das comemorações foi a destruição de diversas balsas pertencentes a ribeirinhos que trabalham como extrativistas minerais no município, em uma ação realizada pela Polícia Federal. Segundo relatos, agentes da PF invadiram as comunidades próximas a Humaitá durante a manhã desta terça-feira, em plena celebração do aniversário da cidade, causando consternação entre os moradores locais.
Em nota oficial, o prefeito Dedei Lobo expressou sua solidariedade às famílias afetadas pela operação da Polícia Federal, destacando a gravidade do ocorrido. “Não há clima para se festejar diante da dor e tristeza de inúmeras famílias que foram diretamente atingidas por essa ação”, ressaltou o prefeito.
A destruição das embarcações e equipamentos dos extrativistas minerais, fundamentais para o sustento de diversas famílias na região, gerou revolta e questionamentos por parte da comunidade local.
Dezenas de garimpeiros invadiram a cidade de Humaitá (AM), atearam fogo em pneus e ameaçam invadir prédios públicos, inclusive a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) como retaliação por uma operação da Polícia Federal.
A polícia Federal em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) vem realizando sucessivas operações na região para coibir o garimpo ilegal. Em fevereiro deste ano, foram inutilizadas 52 dragas e balsas empregadas exclusivamente na atividade criminosa de extração de ouro no leito do rio.
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