Deputado Rozenha diz que empresas aéreas ‘sequestraram a aviação’ e deixam o Amazonas refém do ‘cartel de conexão’
Ele enfatiza que as empresas controlam os voos priorizando seus próprios interesses financeiros.
- Foto: Reprodução
Notícias do Amazonas – O deputado estadual Rozenha criticou as empresas aéreas pela inviabilidade dos voos diretos para Manaus, o que pode estar interferindo no direito de ir e vir de quem precisa sair da cidade para outros estados, além dos altos custos das passagens. Ele enfatiza que essas empresas formaram um “cartel de conexão”, controlando os voos e priorizando seus próprios interesses financeiros em detrimento das necessidades das pessoas, o que deixa o Amazonas e o restante do Brasil reféns.
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Segundo o deputado, essa situação prejudica não apenas a acessibilidade para os moradores de Manaus, mas também para aqueles que dependem das conexões aéreas na região Norte do Brasil. Ele enfatiza que essas empresas se uniram e “sequestraram” a aviação do país.
As empresas, conforme a denúncia do deputado, estabeleceram quatro hubs de Cofins, de Guarulhos, de Brasília e Campinas, o que torna mais econômico operar voos para regiões extremas do país através desses pontos de conexão, em vez de voos diretos entre as capitais.
“O Brasil está sequestrado por três empresas aéreas. Essas três empresas se sentaram em uma noite, tomaram um café e resolveram sequestrar a aviação nacional. Em contrapartida, sequestrar também o direito líquido e certo, que é o direito de ir e vir e criaram quatro hubs. É muito mais barato operar os voos para a região mais extrema do país, passando por esses hubs do que fazer voos diretos entre essas capitais. Existe demanda, mas eles querem que essa demanda passe por um desses quatro hubs para baixar o custo. Na verdade, é só dinheiro”, diz o deputado.
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Segundo o deputado, essa prática não é motivada pela falta de demanda, mas sim pelo interesse financeiro das empresas. Ele critica a concentração excessiva de voos nos hubs, resultando em poucas opções diretas para cidades como Boa Vista e Macapá. Além disso, ele menciona que o estado de Rondônia foi prejudicado por conta de ações judiciais frequentes movidas por consumidores locais contra as empresas aéreas.
“Para vir de Roraima para Manaus tem que ir em Brasília porque tem que passar no hub, pois eles aproveitam e colocam outras pessoas de Brasília que estão vindo para Manaus. É tudo uma operação financeira e na região norte nós não podemos olhar só com um olhar financeiro. Eles formaram um cartel, nunca estiveram tão tranquilos e levando todos os voos com seus quatro hubs”, afirma.
Rozenha ressalta que, na região Norte do Brasil, não se pode considerar apenas o aspecto financeiro das operações aéreas. Ele argumenta que as empresas formaram um cartel, controlando grande parte dos voos e priorizando seus próprios interesses em detrimento das necessidades das pessoas que dependem desses serviços.
Por fim, o deputado alerta para a necessidade de considerar não apenas a viabilidade operacional das empresas, mas também o impacto social e econômico nas regiões da Amazônia Legal e Amazônia Ocidental.
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