Veja como funciona o método liberado por Moraes a pedido do PSOL para matar bebês de 5 a 9 meses; assista
A assistolia fetal, também conhecida como injeção letal intrauterina, é um procedimento controverso.
- Foto: reprodução
Em resposta a um pedido do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedeu uma liminar para suspender a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que impedia o uso da assistolia fetal, método utilizado para a interrupção da gravidez após 22 semanas de gestação. A decisão foi divulgada na sexta-feira (17) e noticiada pela Gazeta do Povo.
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O CFM justificou a proibição do procedimento alegando que ele é doloroso e desnecessário, visto que bebês com mais de cinco meses de gestação têm chances de sobreviver fora do útero com cuidados médicos adequados. Segundo o conselho, seria possível realizar um parto prematuro nesses casos. Além disso, a assistolia fetal envolve um processo que, na prática, não elimina a necessidade de a mulher passar por um parto, ainda que do feto morto.
Contudo, o PSOL contestou a decisão dos médicos, argumentando que a proibição da assistolia fetal dificulta a realização do “aborto legal” em casos de estupro. No Brasil, o aborto é considerado crime, mas não é punido quando a gestação resulta de violência sexual, há risco de vida para a mãe ou em casos de anencefalia — condição em que o feto apresenta má-formação cerebral incompatível com a vida fora do útero.
A comprovação clínica do abuso sexual é extremamente difícil, especialmente após algumas semanas da ocorrência do ato. Mesmo assim, mulheres com mais de cinco meses de gestação têm procurado hospitais exigindo a realização da assistolia fetal, alegando que a opção pelo parto prematuro pode ser mais traumática e envolver riscos adicionais à saúde.
A decisão de Moraes traz à tona uma discussão complexa sobre os direitos reprodutivos das mulheres e a ética médica. A assistolia fetal, também conhecida como injeção letal intrauterina, é um procedimento controverso. Em um vídeo divulgado em 2022 pela ONG pró-vida Live Action, a médica obstetra americana Patti Giebink, que já realizou abortos e posteriormente se arrependeu, descreve em detalhes como é realizado o procedimento para interromper a vida de um feto a partir de 22 semanas de gestação. Giebink explica que a assistolia envolve a injeção de substâncias letais no coração do feto, resultando na cessação dos batimentos cardíacos antes de ser expelido do útero.
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A decisão do STF, ao suspender a resolução do CFM, permite temporariamente a continuidade do uso da assistolia fetal em situações específicas. No entanto, o debate está longe de ser encerrado. Organizações pró-vida criticam a medida, argumentando que ela facilita a prática de abortos tardios e infringe os direitos do nascituro. Por outro lado, grupos de direitos reprodutivos defendem que a suspensão é essencial para garantir que mulheres em situações extremas tenham acesso a um procedimento seguro e legal, conforme permitido pela legislação brasileira.
O embate entre o CFM e o STF ilustra a tensão entre a ética médica e os direitos individuais. Com a liminar concedida por Moraes, a expectativa é que o tema continue sendo discutido no âmbito jurídico e social, buscando um equilíbrio que respeite tanto a integridade física e psicológica das mulheres quanto as considerações éticas envolvidas na prática médica.
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