Ex-prefeito de Anamã é acusado de lavar dinheiro para a facção criminosa Comando Vermelho
Segundo a polícia, além de lavar dinheiro para o CV, o político teria utilizado recursos provenientes do tráfico para financiar suas campanhas eleitorais.
- Foto: Reprodução
O ex-prefeito de Anamã, Raimundo Chico, é alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, nesta terça-feira, por suspeita de associação a facção criminosa Comando Vermelho e participação na rota do tráfico de drogas que envia entorpecentes do Amazonas para o Rio de Janeiro.
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De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, Raimundo Chico, além de lavar dinheiro para o Comando Vermelho, teria utilizado recursos provenientes do tráfico em suas campanhas eleitorais. As autoridades descobriram que um frigorífico de propriedade do ex-prefeito era usado pela facção para realizar pagamentos e movimentar o dinheiro ilícito.
Em um período de dois anos, a organização criminosa movimentou aproximadamente R$ 30 milhões somente com esse esquema, segundo os dados divulgados pela polícia. O frigorífico desempenhava um papel central na estrutura financeira do Comando Vermelho na região.
Raimundo Chico foi prefeito de Anamã por dois mandatos, inicialmente eleito pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em 2012, e posteriormente pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em 2016. Em sua última candidatura, teve seu registro cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico, tornando-se inelegível por dez anos. No entanto, mesmo com essa sanção, o ex-prefeito continuava a exercer influência política no município, ocupando um cargo de “diretor” na prefeitura de Anamã.
A operação desta terça-feira não se restringe ao Amazonas. Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos também nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pará. Em Manaus, os mandados estão sendo cumpridos nos bairros da Compensa e Morro da Liberdade.
A Polícia Civil destacou que a investigação é fruto de um trabalho conjunto entre diversas delegacias especializadas, incluindo a Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) do Rio de Janeiro e a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) do Amazonas. As ações coordenadas visam desarticular uma rede complexa de tráfico e lavagem de dinheiro que envolve políticos e empresários com forte influência regional.
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