Justiça determina que pai que espancou e quase matou filha fique longe dela
As agressões só encerraram com a chegada da polícia, que o prendeu em flagrante.
- Foto: Reprodução/Redes Sociais
O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) emitiu uma decisão que estabelece medidas protetivas para Bruna Miho Tsuchiya, vítima de uma agressão brutal cometida por seu próprio pai, Reinaldo Tsuchiya. O caso, ocorrido na última quarta-feira (29), chocou a comunidade local e levantou discussões sobre violência doméstica e feminicídio na região.
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A agressão aconteceu no município de Bragança, localizado na região nordeste do Pará. Bruna, que sofreu graves lesões no rosto, pescoço, braços, pernas e nádegas, foi espancada com um terçado pelo pai. Além dos golpes com terçado, o homem ainda tentou dar uma facada na barriga da filha. Após o ataque, Reinaldo Tsuchiya, empresário do ramo de hotelaria, foi preso em flagrante em seu próprio estabelecimento, acusado de tentativa de feminicídio.
- Seria meu último dia’, diz mulher que quase foi morta pelo próprio pai-Foto: Reprodução
Durante a audiência de custódia realizada na quinta-feira (31), a Justiça decidiu manter a prisão preventiva de Reinaldo Tsuchiya, visando garantir a segurança de Bruna e evitar qualquer risco de novas agressões. A decisão judicial também estabeleceu várias medidas protetivas para assegurar a integridade física e emocional da vítima.
Dentre as medidas impostas pelo TJPA, destaca-se a proibição de Reinaldo Tsuchiya de se aproximar de sua filha a uma distância menor que 100 metros. Além disso, ele está proibido de frequentar qualquer local onde Bruna se encontre, bem como de se aproximar da residência dela a menos de 100 metros de distância.
A Justiça também proibiu qualquer tipo de contato entre Reinaldo e Bruna, seja por telefone, internet ou qualquer outro meio de comunicação. Essas restrições visam evitar qualquer tipo de intimidação ou pressão sobre a vítima durante o andamento do processo.
Em comunicado oficial, o TJPA ressaltou que as medidas protetivas podem ser revistas a qualquer momento, conforme a evolução do caso. O Tribunal também indicou que outras medidas poderão ser aplicadas no decorrer do processo, dependendo das necessidades da vítima e das circunstâncias do caso.
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