Fantástico repercute caso Djidja Cardoso e fala dos efeitos da ketamina
Segundo familiares entrevistados pela equipe da Globo, a ex-sinhazinha usava fraldas e não levantava mais da cama.

Arte: AM POST
Uma reportagem exibida no Fantástico deste domingo (2) mostrou ao Brasil, detalhes sobre a morte por overdose da ex-sinhazinha do Boi Garantido, além do envolvimento dela, do irmão Ademar e da mão, Cleusimar Cardoso na seita criada por eles próprios, identificada como “Pai, Mãe Vida”.
Além de relembrar detalhes sobre a morte, prisão, a reportagem informou por meio de entrevistas com familiares, como iniciou o contato da família Cardoso com a droga Cetamina, que era usada de forma injetável por eles, com intuito de “transcender” e alcançar plenitude.
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“Há pouco mais de um ano eles tiveram o primeiro contato com a droga (…)”, disse Poliana Cardoso, uma parente da família, que relatou que Djidja usava fraldas e que não levantava mais da cama.
As investigações
Equipes da Polícia Civil estiveram no local utilizado para a “seita” na terça-feira (28) e na quinta-feira (30). De acordo com o delegado Cícero Túlio, responsável pela investigações do caso, foram encontradas seringas, doses de cetamina, frascos vazios, medicamentos, computadores e documentos no local onde ocorriam os rituais religiosos.
“A casa tinha cheiro de carne em estágio de putrefação”, disse o delegado. Segundo ele, os suspeitos tinham lesões na pele “tipo necrose por conta das aplicações”. A polícia esteve no local no dia em que Djidja Cardoso morreu e na ocasião das prisões preventivas.
Polícia ouviu ao menos 10 pessoas até o momento para as investigações. Segundo o delegado, prestaram depoimento até agora as vítimas, familiares das vítimas, familiares dos suspeitos e um funcionário da clínica veterinária suspeita de fornecer a droga utilizada ilegalmente nos rituais.
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Duas vítimas identificadas até o momento.
Cárcere privado e estupro de vulnerável estão entre os crimes apontados. A polícia identificou ao menos duas vítimas que teriam sido mantidas sob cárcere privado e sido estupradas sucessivas vezes por membros do grupo durante dias.
Vítimas foram mantidas “despidas e sem se banhar durante todo período”. Segundo as investigações, teria ocorrido ainda um aborto de uma das vítimas que estava grávida.
Estão presos Cleusimar e Ademar Cardoso, a mãe e o irmão de Djidja Cardoso e três funcionários da redes de salão de cabeleireiro. O delegado afirmou que todos os presos serão interrogados. Os funcionários Verônica da Costa Seixas, 30, Claudiele Santos da Silva, 33, e Marlisson Vasconcelos Dantas são suspeitos de induzir pessoas a se associar ao grupo.
a matéria sobre a Djidja não passou nada que a gente do Twitter aqui já não soubesse (eu acho que só a parte do ab*rto que eu não sabia) pic.twitter.com/wUVJOG0nsa
— Babi (@babi) June 3, 2024
Redação AM POST
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