Julgamento de PM acusado de matar mulher trans em motel é adiado em Manaus
Manuella Otto foi morta com dois tiros.

Julgamento de PM acusado de matar mulher trans em motel é adiado em Manaus-Foto: Divulgação
Notícias do Amazonas – O julgamento do cabo da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Jeremias da Costa Silva, 35 anos, réu por homicídio qualificado da transexual, Manuella Otto, 25 anos, foi adiado na segunda-feira (3). O promotor de Justiça declarou ao Ministério Público Estadual (MPE-AM) ser incapaz de atuar no caso. Ainda não há nova data para o julgamento.
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“Ocorre que mesmo com indicação de suspeição nos autos, em que todas as partes envolvidas são avisadas oficialmente, o julgamento não teve a data remarcada. Esclarecemos que o julgamento do referido caso foi adiado não por falta de promotor de Justiça”, complementou.
Relembre o Caso
O PM é suspeito de ter assassinado a tiros a mulher trans Manuella Otto, na madrugada do dia 13 de fevereiro de 2021, em um motel do bairro Monte das Oliveiras, zona norte de Manaus. Ele preferiu usar o direito de ficar calado e falar somente em juízo.
Imagens das câmeras de segurança do motel mostram o momento que um carro, modelo Chevrolet Prisma entra no estabelecimento. Momentos depois se escuta tiros e o homem vai até a portaria e tenta sair do motel. Como a saída não foi autorizada, o carro foi em direção a saída e derrubou o portão.
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Manu como era mais conhecida a defensora dos direitos de pessoas travestis e transexuais do Amazonas, disparou dois tiros contra ela, que não teve a chance de se defender: um disparo atingiu as costas e atravessou o tórax; o outro o braço esquerdo, segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML).
*Redação AM POST
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