Após repercussão negativa, STF tenta justificar gasto da Corte com segurança para Toffoli assitir final da Champions League; confira
Supremo pagou R$ 40 mil a profissional para acompanhar Dias Toffoli em um jogo da Champions League; há outras despesas semelhantes.
- Após repercussão negativa, STF tenta justificar gasto da Corte com segurança para Toffoli assitir final da Champions League; confira-Foto: Reprodução
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, declarou nesta quinta-feira (6) que os gastos com segurança para os ministros da Corte se justificam pelo crescente aumento da “agressividade e hostilidade” direcionada aos juízes do STF.
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A justificativa surgiu após ser revelado que p Supremo Tribunal Federal (STF) desembolsou R$ 39 mil dos cofres públicos para custear a segurança do ministro Dias Toffoli durante sua viagem à Inglaterra entre os dias 25 de maio e 3 de junho deste ano. Durante o período, no dia 1º de junho, Toffoli assistiu à vitória de 2 a 0 do Real Madrid contra o Borussia Dortmund no estádio Wembley, em Londres, na final da Liga dos Campeões da UEFA. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo.
Em sua declaração, Barroso ressaltou a necessidade de proteção para autoridades públicas em diversos contextos. “As autoridades públicas de todos os Poderes circulam com esse tipo de proteção, seja em eventos privados, seja em eventos públicos”, afirmou o presidente do STF. “Porque, evidentemente, a agressão ou o atentado contra uma autoridade, em agenda particular ou não, é gravosa para a institucionalidade do país.”
O caso de Dias Toffoli levantou discussões sobre a utilização de recursos públicos para fins de segurança em eventos que, à primeira vista, podem ser considerados de caráter privado.
A segurança dos ministros do STF não se restringe a eventos internacionais. Em 2023, a proteção do ministro Luiz Fux resultou em um gasto de R$ 145 mil em diárias. Esses valores incluem despesas com viagens e estadias que visam garantir a segurança do ministro em diversos compromissos, tanto no Brasil quanto no exterior. Uma parcela desse montante pode ser estornada aos cofres públicos em casos de cancelamento de viagens ou retornos antecipados ao país.
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