Amigo de Robinho, Ricardo Falco se apresenta à PF e é preso por estupro
A condenação de ambos está relacionada ao crime de estupro coletivo contra uma mulher albanesa, ocorrido em 2013 em uma boate na Itália.
- Foto: reprodução/TV Globo
Ricardo Falco, amigo do ex-jogador Robinho, se apresentou à Polícia Federal de São Paulo na noite desta sexta-feira (7), após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) emitir um mandado de prisão contra ele. Falco deve cumprir imediatamente sua pena no Brasil, em conformidade com a decisão judicial que já havia sido aplicada a Robinho.
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A condenação de ambos está relacionada ao crime de estupro coletivo contra uma mulher albanesa, ocorrido em 2013 em uma boate na Itália, quando Robinho defendia o Milan. A sentença italiana, que determinou nove anos de prisão para os dois, foi confirmada em última instância pela Corte de Cassação da Itália em janeiro de 2022.
Assim como Robinho, Falco deve ser transferido para a penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, conhecida por abrigar presos de grande repercussão midiática. Robinho, que se entregou às autoridades em 21 de março deste ano, já se encontra detido no mesmo estabelecimento prisional.
A situação de ambos os condenados é complexa devido ao fato de que, no momento da condenação final na Itália, tanto Robinho quanto Falco já estavam no Brasil. Isso levou o governo italiano a solicitar a extradição de ambos. No entanto, a extradição foi negada pelo Brasil, pois a Constituição Federal proíbe a extradição de seus cidadãos.
Diante da impossibilidade de extraditar os condenados, a Itália fez um pedido alternativo para que a pena fosse cumprida em território brasileiro. O STJ acatou esse pedido, resultando nas prisões de Robinho e agora de Falco.
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Vale lembrar que, embora a condenação por violência sexual tenha sido inicialmente destinada a seis indivíduos, apenas Robinho e Falco foram efetivamente sentenciados. Os outros quatro envolvidos – Rudney Gomes, Clayton Santos, Alexsandro da Silva e Fabio Galan – permanecem livres. A Justiça italiana não conseguiu notificá-los, uma vez que eles deixaram o país durante o curso das investigações.
O caso tem gerado grande repercussão e críticas, tanto na Itália quanto no Brasil. Organizações de defesa dos direitos das mulheres e ativistas têm acompanhado de perto o desenrolar dos eventos, destacando a importância de se fazer justiça para a vítima e de combater a impunidade em casos de violência sexual.
*Com informações da FolhaPress
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