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Caso Djidja Cardoso

O que se sabe sobre a morte de Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido

A ex-sinhazinha do Boi Garantido foi encontrada morta dentro de casa, em Manaus no último dia 28 de maio.

11/06/2024 às 06:00

A Polícia Civil do Amazonas ainda busca esclarecer as circunstâncias que levaram à morte de Dilemar Cardoso Carlos da Silva, conhecida como Djidja Cardoso, aos 32 anos. A ex-sinhazinha do Boi Garantido foi encontrada morta dentro de casa, em Manaus no último dia 28.

O laudo necroscópico apontou ‘depressão cardiorrespiratória’ como causa do óbito. Isto significa que o coração da vítima perdeu a eficiência no bombeamento de sangue, não satisfazendo as necessidades do corpo.

O que motivou essa reação ainda está sob investigação, mas o uso excessivo de drogas é a principal suspeita. Uma das hipóteses da polícia é que Djidja tenha sofrido uma overdose do anestésico ketamina (ou cetamina).

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De acordo com o delegado responsável pelo caso, por enquanto não há elementos suficientes para classificar a morte da ex-sinhazinha como homicídio. Por isso, a ocorrência está sendo tratada como ‘morte a esclarecer’.

Envolvimento com seita

Djidja e familiares já eram investigados pela Polícia Civil cerca de 40 dias antes de sua morte. O grupo pertencia a uma seita religiosa denominada Pai, Mãe, Vida, que utilizava entorpecentes para alcançar suposta plenitude espiritual.

Uma suspeita é que a ex-sinhazinha teria consumido a substância que levou à sua morte durante um ritual. Vídeos que circularam na internet mostram a vítima sob efeito de ketamina ao lado do irmão, Ademar Cardoso, e da mãe, Cleusimar.

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Os dois foram presos preventivamente no último dia 30, por suspeita de tráfico ilegal de drogas, charlatanismo e outros crimes. Na ocasião, também foram presas duas funcionárias da rede de salões de beleza Belle Femme, que pertence à família.

O grupo, de acordo com a investigação, coletava a droga em clínicas veterinárias e distribuía entre os funcionários dos salões.

Ademar também é acusado de realizar um aborto em uma ex-companheira. Segundo o delegado Cícero Túlio, ela era obrigada a usar a droga e sofria abuso sexual quando estava fora de si.

A defesa da família nega qualquer relação com uma seita e afirma que os familiares são dependentes químicos que precisam de tratamento. “Se essa operação tivesse sido deflagrada algumas semanas atrás, a Djidja estaria viva. Ela estaria presa, mas estaria viva. Então, nós reconhecemos a função social dessa operação”, apontou Nauzila Campos, uma das advogadas, no último dia 2 de junho.

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Outras prisões

Outras cinco pessoas acabaram presas em meio à investigação sobre comércio ilegal de drogas. O ex-namorado de Djidja, chamado Bruno Roberto da Silva Lima, e o coach Hatus Silveira, que se apresentava como personal trainer dela, foram detidos por “inconsistências no depoimento”.

Segundo a polícia, Bruno tem uma tatuagem no peito com a frase Pai, Mãe, Vida, nome da seita religiosa seguida pela família Cardoso. Ele é responsável de ter abandonado o carro da ex-sinhazinha em uma avenida de Manaus após sua morte.

Hatus, por sua vez, era próximo da família e acompanhava Djidja em treinos. Entidades de classe, porém, afirmam que ele não tinha formação em Educação Física e que por isso não era apto a atuar como personal trainer.

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A Polícia Civil também prendeu outras duas pessoas que trabalhavam para o salão de beleza Belle Femme e o empresário José Máximo Silva de Oliveira, dono da clínica veterinária Max Vet. O estabelecimento, na zona centro-oeste da capital amazonense, é investigado por suspeita de fornecimento de ketamina para a família Cardoso.

Morte da avó

Durante entrevista coletiva no último dia 7, o delegado responsável pelo caso foi questionado sobre a morte da avó de Djidja, ocorrida no ano passado. Recentemente, um parente passou a acusar a família Cardoso de autorizar a aplicação de um anabolizante na idosa, que tinha 82 anos, pouco antes dela morrer.

Na época, a idosa não passou por exames para identificar se o óbito poderia ser relacionado a alguma substância.

“Essa é uma situação que ocorreu em Parintins há quase um ano, então não estamos trabalhando com qualquer hipótese relacionada a isso”, disse o delegado Daniel Antony. “Se a família tiver interesse, ela irá nos procurar para tomarmos as medidas cabíveis”.

Estadão Conteúdo

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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