Pavimentação da BR-319 é tecnicamente viável e ambientalmente sustentável, diz relatório do Ministério do Transporte
O relatório deve ser apresentado na Casa Civil, em uma reunião que vai definir os próximos passos do projeto.
- Foto: Divulgação
O projeto de pavimentação da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho (RO), vai receber nesta terça-feira (11) receber um importante aval de viabilidade técnica e sustentabilidade ambiental. Essa é a conclusão esperada do relatório final do grupo de trabalho estabelecido pelo Ministério do Transporte para analisar os impactos da pavimentação da rodovia. A informação foi divulgada pelo jornal Valor Econômico.
Nas redes sociais, o governador Wilson Lima, também confirmou o resultado relatório. “Acabo de conversar ao telefone com o ministro dos Transportes, Renan Filho, que entrega hoje o relatório que aponta que a repavimentação da BR-319 é tecnicamente viável e ambientalmente sustentável”, disse.
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A BR-319 é a única ligação terrestre da capital do Amazonas com o restante do país, e a pavimentação da via é um projeto há muito aguardado pelos moradores da região. O investimento estimado para a realização da obra é de R$ 2 bilhões. Segundo o Valor Econômico, o relatório que será apresentado apontará formas de garantir a preservação ambiental, uma das principais controvérsias em torno do projeto.
Entre as soluções identificadas pelo grupo de trabalho para assegurar a proteção da biodiversidade na região estão o cercamento de 500 quilômetros do “trecho do meio”, considerado o mais sensível do ponto de vista ambiental. Além disso, será realizado o monitoramento contínuo da via e a instalação de 172 passagens para que os animais possam atravessar a rodovia com segurança. Essas medidas visam mitigar os impactos ambientais e garantir a coexistência harmônica entre o desenvolvimento de infraestrutura e a preservação da natureza.
Durante a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 28, realizada em dezembro de 2023, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), reafirmou o compromisso do governo estadual em cumprir todas as condicionantes ambientais necessárias para viabilizar o projeto de pavimentação do “trecho do meio” da BR-319.
“Não se pode construir uma imagem de protetor da floresta colocando nossa população de joelhos. Não é justo que o povo do estado do Amazonas continue isolado do restante do Brasil. E nós não vamos permitir que impeçam que a gente tenha contato com o restante do país por estrada”, declarou Wilson Lima durante o evento. A fala do governador reflete a urgência e a importância que a pavimentação da BR-319 representa para a integração e desenvolvimento da região.
Relatório
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O relatório deve ser apresentado na Casa Civil, em uma reunião que vai definir os próximos passos do projeto. Vale lembrar que os estudos para a obra foram incluídos no Novo PAC.
Também é esperado um acordo de cooperação técnica entre Ibama, ICMBio, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, entre outros, de acordo com o Valor Econômico, que ouviu o secretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides.
Novo PAC
No ano passado, o Governo do Amazonas apresentou ao Governo Federal demandas prioritárias para o estado, incluindo a pavimentação e a modernização da BR-319, a revitalização de aeródromos do interior, a revitalização do Porto de Manaus, entre outras.
Impactos e Benefícios do Projeto
A pavimentação da BR-319 promete trazer inúmeros benefícios para a região Norte do Brasil. Além de facilitar a integração de Manaus com o restante do país, a obra deverá impulsionar o desenvolvimento econômico local, promovendo a geração de empregos e a melhoria na logística de transporte de bens e serviços. A rodovia pavimentada reduzirá os custos e o tempo de deslocamento, beneficiando tanto a população quanto o setor produtivo.
Contudo, a execução do projeto não está isenta de desafios. A região cortada pela BR-319 é rica em biodiversidade e abriga ecossistemas sensíveis. Por isso, o cumprimento rigoroso das condicionantes ambientais será crucial para garantir que os benefícios econômicos não venham à custa de danos irreparáveis ao meio ambiente.
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