PF apreendeu jatinho e Porsche em operação contra advogado de Adélio
Aeronave tem iniciais de Fernando Magalhães na fuselagem e valor estimado em cerca de R$ 1 milhão.

Foto: Guilherme Leite/Reprodução
Nesta terça-feira (11), a Polícia Federal (PF) realizou uma operação de busca e apreensão contra Fernando Magalhães, advogado de Adélio Bispo, resultando na apreensão de um carro da marca Porsche e um jatinho. As autoridades suspeitam que os bens tenham sido adquiridos com recursos de origem criminosa, e a aeronave ostentava as iniciais de Magalhães em sua fuselagem.
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A investigação da PF revelou indícios de que Magalhães atuava na lavagem de dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). No entanto, não foram encontradas provas de que o PCC tenha financiado a defesa de Adélio Bispo, autor do atentado contra o então candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PL), em 2018.
Segundo a PF, Magalhães e outros advogados teriam decidido defender Adélio por interesse em notoriedade pública. Atualmente, a defesa de Adélio está sob responsabilidade da Defensoria Pública da União.
Em coletiva de imprensa, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, esclareceu que a investigação não encontrou nenhuma relação entre os crimes supostamente cometidos por Magalhães e o atentado a Bolsonaro. “A conclusão foi que não há relação. Comprovamos, sim, a vinculação desse advogado com o crime organizado, mas nenhuma vinculação desse advogado com a tentativa de homicídio do ex-presidente”, afirmou Rodrigues. Com isso, a PF encerrou a investigação relacionada ao atentado, sugerindo o arquivamento do caso ao Poder Judiciário.
A PF também determinou o bloqueio de R$ 200 milhões das contas de Magalhães. A conexão entre o advogado e o PCC vinha sendo investigada desde 2021.
Redação AM POST
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