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- Foto: Ricardo Stuckert / Palácio do Planalto
Em seu pronunciamento na Suíça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordou temas globais variados, incluindo críticas aos bilionários e um compromisso de zerar o desmatamento na Amazônia. Participando da 112ª Conferência Internacional do Trabalho nesta quinta-feira, 13, Lula começou discutindo o conflito na Ucrânia para questionar os altos custos das guerras e também acusou Israel de causar a morte de milhares de civis, citando dados atribuídos ao grupo Hamas.
O líder petista enfatizou a gravidade da situação em Gaza, onde lamentou mais de 37 mil vítimas fatais, principalmente mulheres, crianças e trabalhadores humanitários. No contexto ambiental, apesar das críticas sobre o aumento das queimadas na Amazônia durante seu mandato, comparado ao governo anterior, o presidente brasileiro se comprometeu a eliminar o desmatamento no bioma até 2030.
Lula aproveitou o discurso para solicitar apoio financeiro dos países desenvolvidos, argumentando que é essencial para que os países mais pobres possam proteger a Amazônia, cujo cuidado, segundo ele, foi negligenciado pelas nações ricas.
Além disso, Lula defendeu a taxação dos super-ricos, uma iniciativa que, segundo ele, está impulsionando como presidente do G20. Ele criticou os bilionários e empresas aeroespaciais privadas, sugerindo que buscam refúgio em outros planetas enquanto os trabalhadores sustentam suas fortunas.
O discurso ocorreu no âmbito do Fórum Inaugural da Coalizão Global pela Justiça Social, evento organizado pela Organização Internacional do Trabalho, agência da ONU sediada em Genebra.