Bolsonaro critica posicionamento da esquerda sobre punições a estupradores
Declarações do ex-presidente ocorrem depois de repercussão do projeto que equipara o aborto acima de 22 semanas ao homicídio.

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
Neste domingo, 16 de junho, o ex-presidente Jair Bolsonaro utilizou as redes sociais para criticar a postura da esquerda em relação às punições aos estupradores, em meio a uma controvérsia envolvendo o Projeto de Lei (PL) 1.904/2024. O PL, recentemente aprovado pela Câmara dos Deputados em uma votação rápida, equipara o aborto realizado após a 22ª semana de gestação ao homicídio simples, aumentando as penas para até 20 anos de detenção.
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Em sua declaração no Twitter, Bolsonaro afirmou que “a esquerda sempre se manifestou contra punições a estupradores”. Ele destacou que esse posicionamento se estende a votações que tratam da ampliação das penas para crimes hediondos, incluindo o estupro de menores.
O projeto, inicialmente criticado como o “PL do Estupro”, gerou intensos debates devido ao tratamento diferenciado proposto para a mulher que opta pelo aborto em casos de estupro, comparado à pena mais branda prevista para o estuprador. Após repercussão negativa, o autor do projeto, deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), propôs aumentar a pena para estupradores de 20 para 30 anos.
Bolsonaro também mencionou a revogação de uma portaria pelo Ministério da Saúde, durante seu mandato em 2023, que orientava médicos a relatarem à polícia casos de aborto por estupro. Para o ex-presidente, a medida revogatória dificultou a identificação e punição dos criminosos, estimulando a continuidade dessas “atrocidades”. Ele argumentou que as intenções do PT ao revogar a norma eram promover o aborto e proteger os criminosos.
Além das críticas, Bolsonaro compartilhou um vídeo de 2016, quando era deputado federal ao lado de seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ambos criticando o que descreveram como acesso excessivo aos direitos humanos por parte de estupradores, defendido por parlamentares ligados à esquerda.
Redação AM POST
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