Alberto Neto apoia pré-candidatura de Mateus Assayag a prefeito de Parintins e por tabela se alia a Omar e Braga
Eduardo Braga e Omar Aziz são conhecidos no estado como os maiores adversários de Bolsonaro, o que coloca Alberto em uma posição desconfortável.
- Pré-candidato a prefeito de Parintins, Mateus Assayag fará convenção que vai escancarar união do PL, PT e PSD no AM-Foto: Reprodução
Em um movimento político que gerou discussões acaloradas no cenário político do Amazonas, o pré-candidato a prefeito de Manaus e deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) declarou apoio à pré-candidatura de Mateus Assayag (PSD) à Prefeitura de Parintins. Este apoio alinha Neto aos senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB), ambos influentes opositores do ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem o Capitão é apoiador.
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A declaração de apoio de Alberto ocorreu em um evento de apoio a Mateus Assayag no último sábado (15) em Parintins, que reuniu mais de 20 mil pessoas, e foi liderado pelo prefeito Bi Garcia (PSD). Embora Alberto Neto não tenha comparecido pessoalmente ao evento, ele enviou um vídeo que foi exibido em um telão, reforçando seu compromisso com a pré-candidatura de Assayag. Os senadores Omar Aziz e Plínio Valério (PSDB), e o deputado federal Adail Filho (PP) também enviaram vídeo.
O ato contou com a presença de figuras políticas como o senador Eduardo Braga, o pré-candidato a prefeito de Manaus Marcelo Ramos (PT) e os deputados federais Sidney Leite (PSD) e Saullo Vianna (União).
A decisão de Alberto Neto de se aliar a figuras politicamente alinhadas contra Bolsonaro criou um dilema para o deputado. Eduardo Braga e Omar Aziz são conhecidos no estado como os maiores adversários de Bolsonaro, o que coloca Neto em uma posição desconfortável, dado seu histórico de apoio ao ex-presidente. A situação gerou uma onda de críticas, podendo Neto ser acusado de infidelidade política.
O contexto atual do cenário político no Amazonas adiciona uma camada de complexidade à decisão de Neto. Como pré-candidato a prefeito de Manaus, sua estratégia de aliança pode ser interpretada como uma tentativa de expandir sua base de apoio, buscando alianças diversas para fortalecer sua posição na corrida eleitoral. No entanto, a proximidade com figuras opositoras a Bolsonaro pode alienar parte de seu eleitorado bolsonarista, que pode ver sua decisão como uma traição aos princípios e alianças anteriores.
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