Rio Solimões tem seca antecipada e Rio Negro está parado no AM
A previsão de uma seca severa para 2024 tem mobilizado os órgãos de monitoramento e a Defesa Civil.
- Foto: Reprodução
O rio Solimões entrou em recessão em Tabatinga, apresentando descidas médias diárias na ordem de 15 cm, conforme os dados do 24º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) na última sexta-feira (14). Este fenômeno tem gerado apreensão entre os moradores e autoridades da região, que já se preparam para enfrentar uma seca severa prevista para 2024.
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O boletim revela que, além do Solimões, os rios Amazonas e Negro também apresentaram vazantes em várias estações hidrológicas. Em São Gabriel da Cachoeira, Parintins, Itacoatiara, Porto Velho (RO), Rio Branco (RR), Óbidos e Santarém (PA), foi observada uma redução significativa nos níveis de água na última semana. Essas alterações indicam uma tendência preocupante de diminuição nos volumes hídricos, que pode impactar diversas atividades econômicas e o abastecimento de comunidades ribeirinhas.
Na última sexta-feira (14), o nível do rio Negro subiu 2 cm, atingindo a marca de 26,85 metros, de acordo com a medição do Porto de Manaus. Entretanto, no sábado, domingo e segunda-feira, não foi registrada nenhuma subida adicional no nível das águas. Este comportamento anômalo dos rios reforça a necessidade de monitoramento contínuo e de medidas preventivas por parte das autoridades.
Os dados de monitoramento sugerem que a recessão atual está fortemente influenciada pelas condições nas cabeceiras do rio Amazonas no Peru. A seca nas regiões de origem dos rios que formam a Bacia Amazônica tem contribuído para a redução dos níveis de água em suas porções brasileiras. Essa situação é agravada por fatores climáticos e ambientais, que podem estar associados às mudanças climáticas globais.
A previsão de uma seca severa para 2024 tem mobilizado os órgãos de monitoramento e a Defesa Civil do estado do Amazonas. As comparações com o ano passado mostram que os níveis dos rios estão significativamente abaixo do normal, o que já começa a impactar as comunidades locais.
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