Grave: desembargador é afastado pelo STJ por supostas vendas de sentenças judiciais
O magistrado foi alvo da operação batizada de “Churrascada”, deflagrada nesta quinta-feira (20)

Foto: Divulgação
O desembargador Ivo de Almeida, do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi afastado por um ano do cargo pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, por supostamente vender sentenças judiciais. O magistrado foi alvo da operação batizada de “Churrascada”, deflagrada nesta quinta-feira (20).
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Durante a operação, foram realizadas buscas e apreensões em imóveis do desembargador, que foi autorizado pelo ministro Og Fernandes. O afastamento do cargo é uma medida cautelar, adotada para preservar as investigações, que deve ser julgada pela Corte Especial, a qual é o órgão responsável por julgar processos que envolvam agentes públicos com foro no tribunal.
Ivo tem 66 anos. Ele é formado em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ele ingressou na magistratura em 1987 como juiz substituto em Bauru, interior paulista. O magistrado tomou posse como desembargador do TJ em 2013.
Ainda conforme as informações, dois advogados de Ribeirão Preto, também são alvo da ação. A investigação é mantida em extremo sigilo pelo STJ; nem o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) teve acesso aos autos antes de a operação ser deflagrada.
Sobre a investigação
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O nome da operação remete ao termo “churrasco” utilizado pelos investigados para indicar o dia do plantão judiciário do magistrado. A “Operação Churrascada” é uma investigação em trâmite no STJ e decorre da “Operação Contágio”, feita em 2021 pela Polícia Federal em São Paulo, que desarticulou uma organização criminosa responsável pelo desvio de verba pública da área de saúde.
Redação AM POST
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