Dólar atinge maior valor desde janeiro de 2022 após falas Lula; petista reage e chama jornalistas de cretinos
Presidente atacou os profissionais que relacionaram a alta do dólar às suas recentes declarações.
- Foto: Ricardo Stuckert/PR
O dólar encerrou o pregão dessa quarta-feira (26) cotado a R$ 5,5191 na venda, registrando uma alta de 1,20%. Este é o maior valor de fechamento desde 18 de janeiro de 2022, quando a moeda norte-americana atingiu R$ 5,55. O movimento de valorização do dólar ocorreu em um contexto de declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a economia e sinalizações do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.
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Pela manhã, o dólar abriu cotado a R$ 5,46, mas rapidamente disparou para R$ 5,50 em menos de meia hora, em parte devido à valorização global da moeda e quase simultaneamente à entrevista de Lula ao portal UOL. Na máxima do dia, por volta das 10h49, a moeda alcançou R$ 5,52, oscilando até o meio da tarde, quando chegou a R$ 5,51.
As declarações de Lula, questionando o corte de gastos e afirmando que o mercado financeiro “sempre precifica a desgraça”, não foram bem recebidas pelos investidores. O presidente criticou as pressões por austeridade fiscal, o que gerou preocupações no mercado sobre a condução da política econômica do governo.
“Veja o que aconteceu ontem. Quando eu terminei a entrevista, a manchete de alguns comentaristas era de que o dólar subiu pela entrevista do Lula. Esses cretinos não perceberam que o dólar tinha subido 15 minutos antes de eu dar entrevista. 15 minutos antes”, declarou Lula nesta quinta-feira (27), rebatendo as críticas recebidas após a alta do dólar registrada no dia anterior.
Ontem, depois da minha entrevista ao UOL, saíram manchetes dizendo que o dólar tinha subido por causa da entrevista do Lula. Os cretinos não perceberam que o dólar tinha subido 15 minutos antes de eu dar a entrevista.
— Lula (@LulaOficial) June 27, 2024
Além das declarações do presidente, a valorização global do dólar foi influenciada pelas sinalizações do Fed. Na terça-feira (26), a diretora do Fed, Michelle Bowman, defendeu que a manutenção da taxa de juros estável “por algum tempo” provavelmente será suficiente para controlar a inflação nos Estados Unidos. Essa postura do Fed reforçou as expectativas de que os cortes de juros nos EUA devem ocorrer apenas em setembro deste ano, o que impulsionou a demanda pela moeda norte-americana.
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