Ex-CEO das Lojas Americanas é preso na Espanha
Miguel Gutierrez é alvo de operação da Polícia Federal que investiga os ex-diretores da empresa por fraudes de R$ 25,3 bilhões.
O ex-CEO da Americanas, Miguel Gutierrez, foi preso nesta sexta-feira (28) pela polícia espanhola em Madri. Gutierrez tinha um mandado de prisão expedido pela Justiça brasileira desde quinta-feira (27).
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Residente na Espanha desde o início de 2023, quando o escândalo das Americanas veio à tona, Gutierrez é suspeito de envolvimento em fraudes contábeis que contribuíram para a crise financeira da empresa. Atualmente, a Americanas está em processo de recuperação judicial, com uma dívida estimada em R$ 50 bilhões.
De acordo com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, Gutierrez teria participado ativamente na manipulação dos balanços financeiros da companhia. As fraudes, segundo a própria Americanas, alcançaram o montante de R$ 25,3 bilhões. As irregularidades contábeis foram descobertas após uma auditoria interna, que revelou a discrepância entre os valores declarados e a realidade financeira da empresa.
Como Gutierrez possui cidadania espanhola, ele permaneceu no país desde o ano passado. Seu nome foi incluído na difusão vermelha, a lista de foragidos internacionais da Interpol, facilitando sua localização e prisão pelas autoridades espanholas.
A crise nas Americanas começou no início de 2023, quando irregularidades contábeis vieram a público, abalando a confiança de investidores e consumidores. A descoberta das fraudes levou a empresa a entrar com um pedido de recuperação judicial para tentar reorganizar suas finanças e evitar a falência. A dívida acumulada de R$ 50 bilhões tornou-se um dos maiores escândalos financeiros da história recente do Brasil, gerando investigações intensas por parte das autoridades.
Outros Envolvidos
Além de Gutierrez, Anna Christina Ramos Saicali, outra ex-diretora da Americanas, também é alvo de um mandado de prisão preventiva emitido pela Polícia Federal. Considerada foragida, Saicali também teve seu nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol. As autoridades acreditam que ela tenha desempenhado um papel crucial nas fraudes contábeis e esteja escondida no exterior.
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