PF indicia Bolsonaro e Mauro Cid no caso das joias sauditas
Relatório foi entregue ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
- A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 11 pessoas por desvio e venda de joias e presentes recebidos de autoridades estrangeiras durante seu governo.
- As investigações apontam que os itens deveriam ter sido incorporados ao acervo oficial da Presidência, mas foram desviados entre 2022 e início de 2023, com vendas operacionalizadas por Mauro Cid e outros ex-assessores.
- Parte das joias foi enviada ao exterior e vendida, com valores recebidos em contas pessoais, e agora o caso será analisado pela Procuradoria-Geral da República para possível denúncia ao Supremo Tribunal Federal.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Foto: Valter Campanato
A Polícia Federal (PF) indiciou nesta quinta-feira (4) o ex-presidente Jair Bolsonaro no caso das joias sauditas. O relatório parcial da investigação foi enviado na tarde de hoje ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.
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A investigação apurou o funcionamento de uma organização criminosa para desviar e vender presentes de autoridades estrangeiras durante o governo Bolsonaro.
Conforme regras do Tribunal de Contas da União (TCU), os presentes de governos estrangeiros deviam ser incorporados ao Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH), setor da Presidência da República responsável pela guarda dos presentes, que não poderiam ficar no acervo pessoal de Bolsonaro.
No entanto, segundo as investigações, desvios começaram em meados de 2022 e terminaram no início do ano passado. As vendas eram operacionalizadas pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid.
Ao todo, a PF também indiciou mais 11 investigados, entre eles Mauro Cid, o pai dele, general de Exército Mauro Lourenna Cid, Osmar Crivelatti e Marcelo Câmara, ex-ajudantes de ordens de Bolsonaro, e o advogado do ex-presidente, Frederick Wasseff.
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Com o indiciamento dos acusados, o caso deverá seguir para a Procuradoria-Geral da República, órgão que vai decidir se ex-presidente e demais investigados serão denunciados ao Supremo.
Durante as investigações, a PF apurou que parte das joias saíram do país em uma mala transportada no avião presidencial. Em um dos casos descobertos, o general Cid recebeu na própria conta bancária US$ 68 mil pela venda de um relógio Patek Phillip e um Rolex. O militar trabalhava no escritório da Apex, em Miami.
Entre os itens que foram desviados estão esculturas de um barco e de uma palmeira folhados a ouro, recebidos por Bolsonaro durante viagem ao Bahrein, em 2021.
*Com informações da Agência Brasil
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