Ciro Gomes critica “negociata” de Lula com irmãos Batista e denuncia privilégio dos empresários na compra de usinas no AM
Político apontou a total perda de pudor em matéria de corrupção no governo petista.
- Foto: Reprodução
Em uma recente entrevista ao programa da TVT – TV Transparência, o ex-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) fez duras críticas ao governo Lula (PT). Ele denunciou a venda de nove usinas termoelétricas da Eletrobras para a Âmbar Energia, uma empresa controlada pelos irmãos Wesley e Joesley Batista. Segundo Ciro, essa transação é mais um exemplo de privilégio concedido pelo governo aos empresários, que já confessaram envolvimento em práticas de suborno durante gestões anteriores do PT.
A compra das nove usinas termoelétricas no Amazonas é o segundo investimento da Âmbar, que na negociação comprometeu-se a pagar R$ 4,7 bilhões à Eletrobras. No entanto, as dívidas com a concessionária de distribuição Amazonas Energia poderão ser quitadas com recursos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCCs).
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De acordo com Ciro Gomes, o governo Lula autorizou a venda das usinas termoelétricas, que tinham uma dívida significativa, ajustando as contas de compensações de energia e transferindo a dívida para as contas CCCs. Essas contas são um aditivo pago por todos os brasileiros para financiar sistemas isolados de geração de energia. “Todo brasileiro vai pagar um tiquinho a mais na conta de energia para viabilizar este negócio que beneficia o grupo JBS”, afirmou Ciro Gomes.
Negociata
Ciro Gomes também expressou suas críticas também no Twitter. Ele atacou a nova “negociata” do presidente Lula com os empresários e apontou uma total falta de pudor em relação à corrupção no governo petista. “Os notórios irmãos Batista, enrolados até o gogó em vários episódios de corrupção no Brasil, de Michel Temer a Luiz Inácio, estão de volta com tudo!”, escreveu Ciro.
Ele ainda mencionou que os irmãos conseguiram, recentemente, autorização do ministro Camilo Santana para abrir uma universidade e agora obtiveram do presidente Lula uma medida provisória que ele considera criminosa. Segundo Ciro, essa medida irá sobrecarregar ainda mais os brasileiros com uma nova “enorme negociata” no setor elétrico.
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“Os notórios irmãos Batista, enrolados até o gogó em vários episódios de corrupção no Brasil de Michel Temer a Luiz Inácio, estão de volta com tudo! Conseguiram de Camilo Santana autorização para abrirem uma universidade e agora conseguiram de Lula uma criminosa medida provisória (vai devolver, não, Rodrigo Pacheco?) para espetar nas costas do povo brasileiro mais uma enorme negociata. Agora e de novo é no setor elétrico”, disse.
“Vejam como a corrupção no governo está perdendo o pudor totalmente. Viram a esculhambação da importação de arroz, né? Pois bem, esta é muito pior: desde julho de 2023, 12 usinas termelétricas na Amazônia estavam oferecidas pelo governo para vendê-las. Ninguém se interessou porque era um péssimo negócio. Razão: a principal cliente destas usinas é a Amazonas Energia, que está quebrada e devendo os tubos na praça”, seguiu Ciro no mais recente texto de sua newsletter “O Brasil Desvendado”, completou.
Histórico
Os irmãos Batista são figuras controversas no cenário empresarial brasileiro. Eles ganharam notoriedade durante a Operação Lava Jato, quando confessaram envolvimento em esquemas de corrupção que afetaram diversas esferas do governo e setores da economia. Suas empresas, particularmente a JBS, foram alvos de investigações que revelaram práticas de suborno e lavagem de dinheiro.
A entrada da Amber Energia no setor elétrico é um movimento estratégico para diversificação dos negócios do grupo J&F. No entanto, a compra das usinas termoelétricas no Amazonas pode se tornar um ponto de discórdia caso novas investigações comprovem as alegações de Ciro Gomes sobre irregularidades na transação.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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