Advogada denuncia amigo por estuprá-la enquanto dormia sob efeito de medicamentos
Juliana Bierrenbach afirmou que descobriu o suposto abuso por meio de um aplicativo de monitoramento do sono, que registrou sons estranhos durante a noite.
- Foto: reprodução
A advogada Juliana Bierrenbach apresentou na sexta-feira (5) uma notícia-crime ao Ministério Público do Rio de Janeiro contra o advogado Fernando Orotavo, acusando-o de estupro de vulnerável. Segundo Bierrenbach, o crime teria ocorrido em 2022, em Lisboa, enquanto ela dormia sob efeito de medicamentos psiquiátricos. Ambos estavam na cidade portuguesa para participar de eventos jurídicos.
PUBLICIDADE
A denúncia não se limitou às autoridades. Juliana também utilizou os stories de sua conta no Instagram para relatar detalhes do ocorrido, buscando dar visibilidade ao caso e incentivar outras possíveis vítimas a se manifestarem. Em seu relato, a advogada descreveu a situação traumática, ressaltando o estado de vulnerabilidade em que se encontrava devido ao uso de medicamentos que a deixaram inconsciente durante a noite do suposto crime.
No documento encaminhado ao procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Bierrenbach solicita que o Ministério Público inicie uma investigação rigorosa e que Fernando Orotavo seja proibido de se aproximar dela a uma distância inferior a 200 metros. A advogada ressalta que o crime de estupro de vulnerável se configura quando a vítima não possui discernimento ou capacidade de resistência. A pena prevista para esse crime varia de oito a quinze anos de prisão, o que demonstra a gravidade da acusação.
Juliana Bierrenbach afirmou que descobriu o suposto abuso por meio de um aplicativo de monitoramento do sono, que registrou sons estranhos durante a noite. Segundo ela, ao verificar os dados coletados pelo aplicativo, percebeu que havia sido vítima de violência sexual enquanto estava inconsciente devido aos medicamentos.
Em seu depoimento ao Ministério Público, Bierrenbach declarou: “Sofri violência sexual enquanto estava dormindo, sedada, sem capacidade de entender o que estava acontecendo, sem nenhum tipo de percepção da gravidade dos fatos, inconsciente e, portanto, vulnerável”. A advogada expressou ainda a profunda decepção e choque ao perceber que o suposto agressor era um amigo de longa data, em quem confiava plenamente. “Jamais imaginei que seria vítima de um grande amigo de vários anos, pelo qual nutria altíssimo grau de confiança”, desabafou.
A reportagem do site Metrópoles tentou contato com o advogado Fernando Orotavo por meio de mensagens em seu celular e por e-mail, buscando ouvir sua versão dos fatos, mas até o momento ele não se pronunciou sobre as acusações. O espaço permanece aberto para qualquer eventual manifestação de Orotavo, que poderá apresentar sua defesa e esclarecimentos a respeito das alegações feitas por Bierrenbach.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






