Clínica de reabilitação é investigada por casos de tortura e morte de paciente
Dona e enfermeiro de clinica interditada são alvos de operação do Ministério Público.

Foto: Reprodução
Uma tragédia envolvendo a morte de Jarmo Celestino de Santana, 55 anos, em uma clínica de reabilitação clandestina em Cotia, na Grande São Paulo, trouxe à tona uma série de acusações graves contra os responsáveis pelo estabelecimento. Terezinha de Cássia de Souza Lopes da Conceição, 50 anos, e Cleber Fabiano da Silva, 48, estão sob investigação por tortura seguida de morte, após Jarmo dar entrada em um Pronto Socorro com hematomas pelo corpo.
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Segundo informações do Ministério Público de São Paulo (MPSP), esta não é a primeira vez que o casal é acusado de práticas ilícitas em unidades terapêuticas. Em 2019, eles administravam outra clínica irregular em Cotia, onde adolescentes dependentes químicos eram forçados a trabalhar como serventes de pedreiro em troca de doces e cigarros, sem qualquer acompanhamento médico adequado.
A denúncia do MPSP revela um cenário de negligência e abuso nas clínicas dirigidas pelo casal. Os adolescentes internados eram obrigados a tomar medicamentos para dormir sem prescrição, além de serem submetidos a uma dieta precária e serem frequentemente humilhados. A situação veio à tona quando um dos jovens fugiu e buscou ajuda do Conselho Tutelar, que encontrou os outros três trabalhando na obra próxima à clínica, contrariando a versão dos administradores.
A Unidade Terapêutica Gênesis, assim como a mais recente clínica Efatá, foi interditada pelas autoridades de saúde devido às condições insatisfatórias e de risco para os pacientes. No entanto, conforme investigações, Terezinha e Cleber continuaram a operar outras unidades de forma clandestina, culminando na tragédia envolvendo Jarmo na última semana.
O caso de Jarmo ganhou destaque após a divulgação de um áudio pelo monitor terapêutico Matheus de Camargo Pinto, 24 anos, confessando ter espancado o paciente. Matheus foi preso em flagrante pelo crime, mas as investigações agora se concentram em identificar outros envolvidos na tortura seguida de morte.
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A advogada de defesa do casal, Terezinha Cordeiro, preferiu não comentar sobre o caso até o momento.
Enquanto isso, as autoridades seguem apurando as circunstâncias da morte de Jarmo e as condições de funcionamento das clínicas administradas por Terezinha e Cleber.
Redação AM POST
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