Olimpíadas: Surfista brasileiro é impedido de usar prancha com imagem do Cristo Redentor
Comitê Olímpico Internacional notificou atleta ao proibir manifestações religiosas durante os Jogos.
- Foto: Reprodução/Redes sociais
Às vésperas dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o surfista brasileiro João Chianca, conhecido como Chumbinho, foi surpreendido com a notícia de que não poderia utilizar suas pranchas personalizadas com a imagem do Cristo Redentor. A decisão foi baseada no regulamento 50 do Comitê Olímpico Internacional (COI), que proíbe qualquer tipo de manifestação política, religiosa ou racial durante o evento.
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João Chianca, que customizou pessoalmente suas pranchas, recebeu a notificação do COI e foi obrigado a trocar os equipamentos de última hora. Em suas redes sociais, Chumbinho expressou sua frustração e agradeceu pelo apoio recebido:
“Acabo de receber a notícia de que a pintura não está autorizada nos Jogos Olímpicos porque Cristo é uma figura religiosa. E os jogos têm regras estritas e se centram na neutralidade total. Obrigado a todos pelo apoio, essas pranchas estão lindas. Sempre buscarei refazer essa pintura”, comentou.
A proibição, embora fundamentada nas diretrizes do COI, gerou discussão entre os fãs e a comunidade do surfe, que viram na arte das pranchas uma expressão cultural e pessoal do atleta. Muitos questionaram a aplicação rígida das regras, especialmente considerando a popularidade e o simbolismo do Cristo Redentor no Brasil.
No entanto, a polêmica não parou por aí. Durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, uma performance baseada no famoso quadro “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci, reacendeu o debate sobre a presença de elementos religiosos no evento. A apresentação reinterpretou a obra renascentista com drag queens representando diversos personagens bíblicos. A peça original, pintada por Da Vinci entre 1495 e 1498, retrata o momento bíblico em que Jesus Cristo compartilha sua última refeição com seus apóstolos antes de ser preso e crucificado.
A performance artística gerou reações fortes, especialmente no Brasil, onde figuras religiosas e políticas criticaram duramente a apresentação. Muitos consideraram a paródia uma afronta à fé cristã e um desrespeito aos símbolos religiosos. A controvérsia levantou questões sobre os limites da liberdade artística e a aplicação das regras de neutralidade do COI.
Para alguns, a decisão de proibir as pranchas de João Chianca enquanto permitia uma apresentação com forte conotação religiosa durante a cerimônia de abertura foi vista como uma contradição. Críticos apontaram que a neutralidade defendida pelo COI não foi aplicada de maneira uniforme, destacando a complexidade de se manter uma posição verdadeiramente neutra em um evento de proporções globais e diversas como os Jogos Olímpicos.
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