‘Thulipa’ é preso por ostentar em fotos com fuzil e matar em ‘tribunal do crime’
Uma das vítimas do criminoso foi morta na frente da mãe cadeirante.

‘Thulipa’ é preso por ostentar em fotos com fuzil e matar em ‘tribunal do crime’-Foto: Reprodução
Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da segurança pública da Bahia resultou na prisão de Felipe Mendes da Silva, conhecido como “Thulipa”, uma das principais lideranças da facção criminosa Bonde do Maluco (BDM). A prisão ocorreu nesta semana, na região de Cajazeiras XI, em Salvador, e marca um importante avanço na luta contra o crime organizado no estado, que enfrenta uma grave crise de segurança pública nos últimos anos.
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Thulipa, de 28 anos, é descrito pelas autoridades como um criminoso contumaz, com um histórico de envolvimento em homicídios e torturas, incluindo a participação em tribunais do crime, que executam suas próprias regras de justiça. Entre os crimes atribuídos a ele, destacam-se a execução de uma mulher na frente da mãe cadeirante e a tortura pública de um casal na cidade de Ilhéus.
A trajetória criminosa de Thulipa teve início na adolescência, quando ele começou a se envolver com o tráfico de drogas em Ilhéus. Com apenas 17 anos, já havia sido abordado duas vezes pela polícia portando cocaína e armas. A gravidade de seus crimes escalou ao longo dos anos, culminando em sua prisão em 2019, quando foi capturado em uma barbearia, acusado de participar do assassinato de Robson Amauri, executado a tiros na frente de sua família.
No entanto, foi em 2021 que Thulipa chocou a sociedade baiana ao liderar a tortura de um casal no bairro Teotônio Vilela, também em Ilhéus. De acordo com o Ministério Público da Bahia, Alex e Maiquele foram brutalmente espancados e mutilados sob falsas acusações de roubo. O filho do casal, de apenas quatro anos, assistiu ao início da tortura antes de ser levado por uma integrante da facção.
O Bonde do Maluco, facção da qual Thulipa é integrante, é conhecida por sua aliança com o Primeiro Comando da Capital (PCC), utilizando o símbolo “Tudo Três (TD3)”. Em 2022, uma operação da Polícia Militar da Bahia encontrou em um celular de outro traficante várias fotografias de membros do BDM exibindo armas de fogo, incluindo uma imagem de Thulipa armado com um fuzil.
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A prisão de Thulipa é vista como um duro golpe contra o BDM, mas também destaca a crescente influência das facções criminosas no estado. A Bahia, que já lidera os rankings de mortes violentas intencionais no Brasil, continua a ser um palco de intensos conflitos entre facções rivais e operações policiais.
Nos últimos anos, a Bahia tem se destacado negativamente nos índices de violência. Das dez cidades mais violentas do país, seis estão localizadas no estado. A crise na segurança pública tem gerado preocupação entre os moradores, que convivem diariamente com o medo e a insegurança.
Redação AM POST
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